Estadio João Cardoso, em Tondela.
Tempo frio mas com uma boa moldura humana para assistir a um dos mais interessantes e antigos derbys do distrito.
Em campo duas equipas que ocupavam posições diferentes nesta 2ª divisão zona centro.
Tondela: Bruno Sousa, Tarzan, Diego, C.André e Luis Carvalho; Xico, Nuno Pedro, Ricardo, Vitor Borges, Ruca e Luis Miguel.
Suplentes: Rui Vale, Ivo, Espanhol, Gomes, Piojo e Jefferson.
O jogo começa com a equipa do Tondela a tentar acercar-se da baliza do Ac. Viseu, na sequência disso mesmo, Diego aos 2m, depois do canto marcado por Ricardo atira de cabeça com muito perigo.
Os homens da casa continuavam a carregar e tentar criar perigo e aos 8m Luis Miguel, dentro da área amortece de peito a bola para Ricardo que remata para boa defesa de Augusto para canto.
Aos 10m é Xico que atira por cima após cruzamento de Tarzan, os da casa continuavam a dominar e aos 12m Vitor Borges surge isolado na cara do guardião visitante, lançe muito contestado nas bancadas do João Cardoso e que deu resultado a alguns conflitos entre adeptos.
O jogo continuou, Ricardo, um dos mais batalhadores ganha a bola a meio campo, avança no terreno ofereçe a bola a Tarzan que remata, a bola é interceptada por um defesa Visiense mas vai no sentido da baliza, é então de Augusto faz mais uma boa defesa evitando o 1-0. O mesmo Ricardo aos 20m remata com perigo á figura do guarda-redes contrário após grande assistência de Luis Carvalho. Os homens Tondelenses continuavam a dominar o jogo e os Academistas iam segurando o jogo da forma que mais lhes convinha, até que aos 26m após grande defesa de Bruno a remate de Rui Santos e na cobrança do pontapé de canto, Fernando Ferreira surge sozinho na pequena área e de cabeça faz o 0-1.
Os visitados não acusam o golo que veio em contrário ao sentido do jogo e cria duas situaçºoes de muito perigo, uma aos 30m por Ricardo que após cruzamento de Tarzan atira para boa defesa de Augusto e outra aos 32m por V.Borges que na cara de Augusto depois de um cruzamento, atira para a defesa da tarde.
A equipa da casa continuava a dominar o jogo, a criar situação de perigo mas continuava a não conseguir marcar e como quem marca pode sofrer, o Académico aos 40m faz o 0-2 através de Rui Santos que na conversão de um livre directo muito contestado novamente à entrada da área, eleva a contagem e faz um grande.
Os visitados ainda antes do intervalo falham escandalosamente o 1-2 pois V.Borges a entrada da pequena área e só com Augusto pela frente após assistência de Ruca atirando a bola por cima da baliza.
A segunda parte começa com o 0-3, de novo Fernado Ferreira aos 46m consegue entre com a bola por entre os centrais Tondelenses e á saida de Bruno faz mais um golo. Deste lançe, o guarda-redes do Tondela fica inanimado durante algum tempo no relvado, á assitido e transportado para o Hospital não se notando qualquer reacção deste. Até esta hora nnão existem noticias. É certo é que a partir daqui, o jogo caiu demasiado tanto pela reacção dos colegas a esta situação, como pela paragem e pelo bom resultado que a equipa forasteira estava a alcançar.
Aos 55m é Gomes que após jogada individual remata com perigo para boa defesa de Augusto. O Tondela tentava chegar com perigo á baliza contrária, o Académico ia passando o tempo e gerindo a partida da forma que mais lhe convinha. Tornava-se um jogo sem história, muitas paragens devido a supostas simulações de lesões, muitos cartões amarelos para ambas as equipas etc, situações normais para qualquer equipa que esteja a vencer e quer segurar o jogo.
Mesmo assim o Tondela ia tentando reduzir a desvantagem, Luis Carvalho aos 68m obriga Augusto a defenderpara canto uma bola que ia para a baliza, boa intervenção. Aos 78m é o recem entrado Piojo que remata com muito perigo, a bola ainda tabela num defensor Viseense a quase trai Augusto saindo pela linha de fundo.
A partir desta jogada nada existe mais digno de realçe.
Venceu a equipa mais eficaz, marcou nas situações de perigo que teve, os homens da casa só se podem queixar de si próprios, pois não basta dominar e criar situações de golo é necessário transformá-las e nisso a equipa forasteira foi compentente.
Mais uma vez, dérby é dérby e o resultado é sempre inesperado.
Palavra para o árbitro Pedro Vieira... muito mau, quer no aspecto disciplinar quer na aplicação das regras do jogo, excesso de amostragem de cartões, má colocação de barreiras e muita falta de entrosamento com os assitentes. O jogo merecia um árbitro ao nível das duas equipas.