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segunda-feira, agosto 18, 2008

O Massagista Aconselha Nº8(reposição)

Esta rubrica só é possível graças a uma colaboração com o Sr. João Carlos Matos do Vale e com o seu Blog O Massagista.

PANCADA NOS TESTÍCULOS

Uma das lesões mais dolorosas que ocorrem nos desportos praticados por atletas do sexo masculino, é a pancada nos genitais. Esta pode ser causada pelo contacto directo provocado por uma bola chutada ou por agressão voluntária ou involuntária (pontapé).
Na maioria das vezes a lesão provocada é um traumatismo com equimoses dos tecidos moles que envolvem os testículos. Um dos maiores perigos ocorre quando a uretra é lesionada.

Primeiro Socorro

Deve-se manter os testículos frios (tratamento por crioterapia), sendo estes suportados pelas cuecas que devem estar bem apertadas. Aqui, faço uma ressalva/conselho a todos os atletas, para o uso de cuecas e não de boxers, pois as cuecas ao comprimirem os genitais, protegem-nos bem mais do que os boxers. No caso dos testículos estarem inchados ou excessivamente doloridos, deve-se recorrer ao médico. No caso da urina sair "descolorida" ou de se notar a presença de sangue, deve-se suspeitar de fractura de órgãos moles, devendo ser o atleta imediatamente evacuado para o Hospital. Uma das outras consequências que levam a suspeitar de algo mais grave é a sensação de dor à passagem da urina. Em muitos desportos, é aconselhado o uso de uma conquilha de protecção. Em todo o caso, sempre que um atleta é atingido com violência nos genitais, devemos mantê-lo em observação nas 24 horas seguintes. Se tal não for possível (e infelizmente não o é no desporto amador, na maioria das vezes), deve-se pedir ao jogador que vigie as urinas durante esse período de tempo quer, quanto à coloração, à sensibilidade à dor, etc.
Outra das técnicas de primeiros socorros que em tempos aprendi, executa-se da seguinte forma. Senta-se o jogador no chão. Seguidamente dá-se duas ou três pancadas secas na zona da cintura pélvica. Depois elevamos o jogador do chão (aproximadamente 15 a 20cm) e deixa-mo-lo cair. Repete-se o ultimo procedimento, por duas ou três vezes. Esta técnica faz muitas vezes com que o escroto desça para o seu local de origem. Pode parecer arcaica, mas a verdade é que tenho obtido excelentes resultados. No final, as tradicionalíssimas flexões de pernas.

quinta-feira, agosto 14, 2008

O Massagista Aconselha Nº7(reposição)

Esta rubrica só é possível graças a uma colaboração com o Sr. João Carlos Matos do Vale e com o seu Blog O Massagista.


MALAS DE PRIMEIROS SOCORROS

Existem muitas teorias sobre o equipamento básico para as malas de massagistas ou malas de 1ºs socorros, como preferirem chamar.
Na minha modesta opinião, o massagista deve ter sempre duas malas ao seu dispor: Uma pequena de campo e uma maior de reserva.
A chamada mala de campo, deve conter o equipamento básico necessário para uma 1ª intervenção, ainda mais devido à intransigência legal por parte dos árbitros, para efectuar intervenções mais demoradas dentro do rectângulo de jogo.
Na mala de campo não abdico, entre outro, do seguinte material:
• Várias ligaduras elásticas
• Várias ligaduras de Cambric
• Cloreto de sódio – HCl (Soro fisiológico)
• Adesivo largo
• Luvas descartáveis
• Compressas de gaze
• Iodopovidona (Betadine)
• Cloreto de etilo em spray
• Água oxigenada (H2O2)
• Ligaduras coersivas
• Ice Power em gel
• Penso em spray
• Tesoura
• Pinça
• Solução acidulada para queimaduras provocadas pela cal

A mala maior, a que eu chamo mala de reserva, deve ser equipada com todo o material já citado para a mala de campo e ainda com o seguinte material extra:
• Anti-inflamatórios
• Analgésicos
• Anti-piréticos
• Anti-diarreicos
• Tintura de timerosal
• Vaselina
• Bisturi
• Ligaduras auto-adesivas tipo Elastoplast
• Fármacos para dores de garganta
• Fármacos anti-vomitórios
• Tiras de sutura

Saliento no entanto, o facto da necessidade da existência de uma mala térmica com gelo e várias garrafas de água (de preferência uma garrafa individualizada por atleta).
O equipamento indicado é passível de alterações diversas. Quer pelos conhecimentos técnicos de quem as for utilizar, quer pela modalidade envolvida, quer ainda pelas questões financeiras da colectividade que representam.
Nos últimos jogos desportivos a Câmara Municipal de Tondela, teve a excelente ideia de ofertar às colectividades participantes uma pequena mala de 1ºs Socorros, contendo o seguinte material:


• Iodopovidona 60ml
• Água oxigenada 10Vol. 250ml
• Algodão hidrófilo 70g
• Ligadura Nylastic 8cm x 4,5m
• Ligadura Cambric 10cm x 10m
• Ligadura Cambric 5cm x 7m
• Compressas de gaze 10 x 10cm
• Soro fisiológico 60ml
• Tiritas Sensitive - 20 unidades
• Cosmopor Steril 15 x 6cm
• Cold Spray (spray frio) 400ml
• Omnistrip Tiras sutura 6mm x 76mm
• Compressas frio instantâneo
• Cotonetes 50 unidades
• Leukoplast Adesivo 1,25cm x 5m
• Pinça Dovo Solingen 459/3
• Tesoura cirurgica 13cm
• Luvas descartáveis

O preço unitário, não chegou aos 50,00€ (cinquenta euros), incluindo a própria mala. Penso que é um preço aceitável para que cada equipa que participe num campeonato tenha uma à sua disposição.

quinta-feira, agosto 07, 2008

O Massagista Aconselha Nº6(reposição)

Esta rubrica só é possível graças a uma colaboração com o Sr. João Carlos Matos do Vale e com o seu Blog O Massagista.

Há uns anos atrás, colaborei com três colectividades desportivas em simultâneo (Associação de Futebol de Viseu, Clube de Futebol “Os Repesenses” e Grupo Desportivo de Canas de Santa Maria). Em anos diferentes colaborei além das duas primeiras, sucessivamente com o Escola Futebol Clube (Molelinhos) e com o Clube Cruz Maltina Lobanense.
Quando fui convidado para colaborar com o GD Canas de Santa Maria, informei o presidente que aceitava mas que a minha disponibilidade era limitada, pois dava preferência às selecções distritais da Associação de Futebol de Viseu.
Por uma seroe de vezes falou comigo, insistindo para chegarmos a um consenso quanto às verbas por mim pretendidas. Sempre lhe disse que nada queria e que as verbas que o clube tinha destinadas para mim, fossem canalizadas para o equipamento do posto médico.
Consciente da necessidade de um posto médico no seu recinto de jogos, o Presidente (Sr. João Carlos Martins), aceitou o meu repto e cumpriu na íntegra os meus pedidos.
Embora exíguo em espaço, tinha um “posto médico”, de que se orgulhava.
Nessa época, foi também construído um tanque de imersão, algo que o clube com mais de meio século de vida nunca havia tido.
No final do 1º mês de trabalho, o presidente entrega-me um envelope com uma determinada quantia em dinheiro (nunca soube quanto) que de imediato recusei. Tinha dado a minha palavra e assumido um compromisso e iria cumpri-lo.
Este investimento deu frutos. No final da época subimos de divisão (da antiga 3ª para a 2ª), conseguindo o 2º lugar com os mesmos pontos do 1º classificado, perdendo apenas no confronto directo.
Uma única lesão muscular ao longo de toda a época, ocorrida com um atleta que havia regressado à actividade após dois ou três anos de paragem.
Quiçá fruto desse trabalho, voltei a ser convidado no ano seguinte mas, “bati com a porta”, após o 2º jogo oficial da época. O motivo é interno à distinta direcção do clube e a mim próprio. Apenas posso dizer que não compactuo com as “tanguinites” dos atletas e quando a minha função é questionada por um director sem conhecimentos nessa área, só me resta uma saída.
Apenas um aparte. No dia do 1º treino dessa época, recebi um convite de uma equipa da 3ª Divisão Nacional que me oferecia mais do que o dobro do que eu havia acordado com o GD Canas Stª Maria. Afirmei ao primeiro já ter assumido compromisso com o 2º e agradecendo recusei tão honroso convite.
Posso não ser um homem do futebol mas tenho dignidade e honro os meus compromissos. Também me recuso a andar a oferecer-me aos clubes.

quinta-feira, julho 31, 2008

O Massagista Aconselha Nº5(reposição)

Esta rubrica só é possível graças a uma colaboração com o Sr. João Carlos Matos do Vale e com o seu blog O Massagista.

Na sequência da minha crónica anterior, na parte onde falo de que pouco ou nada vale ter os meios e não os saber aplicar, sou apologista da formação dos agentes desportivos.
Quando falo em formação, falo em dois prismas diferentes mas complementares:
Universalidade
Todos os agentes desportivos deviam ter formação na área dos primeiros socorros. Podem-me questionar o porquê. Começo a responder a esta pergunta com outra pergunta: Porque razão aos massagistas (pelo menos no meu caso) foi dada formação na área das leis de jogo? Se os massagistas não jogam, para que querem eles saber sobre leis do jogo? Querem e devem. O facto de não jogarem, não implica que não tenham de ter conhecimentos nesta área. Muito pelo contrário.
Nem sempre está presente uma pessoa com conhecimentos na área da saúde em eventos desportivos (o que é de lamentar).
Continuidade
Tirar um curso de 1ºs socorros e estagnar, de nada vale. Não evoluir é parar no tempo.
Daí que sou apologista da formação/evolução continua e das reciclagens. Estou perfeitamente à vontade para falar deste assunto, pois tento evoluir todos os dias. Seja pelas investigações que diariamente faço na Internet, seja pela consulta dos diversos livros que tenho na minha biblioteca particular, seja pela presença em congressos, jornadas, seminários, etc.
Em quase todos os clubes por onde passei, especialmente num em que as camadas jovens são o seu único e (acredito) exclusivo interesse, sugeri que fosse dada formação aos diferentes Delegados ao Jogo e aos “motoristas” que diariamente conduzem as carrinhas com os jovens.
Proposta
Tirei um curso de formação de formadores para melhor estar habilitado para transmitir os meus conhecimentos a terceiros. Sugeri a vários clubes, dar a formação nesta área a todos os interessados, sendo que a frequência deveria ser obrigatória (com a força possível da palavra), para todos aqueles que lidam mais de perto com os jovens atletas.
A questão financeira, é muitas vezes colocada nestas situações. Com o apoio das autarquias locais, do governo civil, das empresas, comércio e indústria e porque não da parte da própria A.F.Viseu e dos formandos, o curso poderia ficar por meia dúzia de euros.
Fica aqui o repto para os clubes e colectividades.
ATENÇÃO: OS ACIDENTES NÃO ACONTECEM SÓ AOS OUTROS.

quinta-feira, julho 24, 2008

O Massagista Aconselha Nº4(reposição)

Esta rubrica só é possível graças a uma colaboração com o Sr. João Carlos Matos do Vale e com o seu blog O Massagista.

Portugal, é dos países da Comunidade Europeia que mais leis produz. As leis, os Decretos-Lei, as Portarias e despachos saem todos os dias nos Diários da República. Depois vêem as ratificações, as adendas, as alterações e as revogações. Hoje um simples cidadão se quiser saber as leis forenses que se aplicam no seu dia-a-dia e tentar entendê-los, tem de se licenciar em Direito e mesmo assim…
Finalmente e felizmente, saiu em Abril de 2006, uma Lei que estabelece, que todos os automóveis utilizados no transporte de crianças, devem estar providas de uma mala de 1ºs Socorros.
Embora considere que o equipamento mínimo sugerido para as malas está abaixo do mínimo aceitável, tenho de reconhecer que já é um princípio.
Agora, há que respeitar o referido despacho e esperar que as entidades fiscalizadoras cumpram a sua missão.
O conteúdo mínimo de cada mala é o seguinte, de acordo com o Despacho nº 25879/2006, de 21 de Dezembro:
Um rolo de adesivo;
Vários pensos rápidos;
Vários pensos de compressão (gaze);
Várias compressas para queimaduras;
Várias ligaduras elásticas de diversos tamanhos;
Uma manta de 1ºs socorros, para protecção contra o frio e o calor;
Várias ligaduras triangulares;
Uma tesoura;
Vários pares de luvas descartáveis;
Um manual de primeiros socorros;
Sou de opinião que esta mala deveria também possuir (entre outro), o seguinte material:
Tiras de sutura;
Tubos de Guedell;
Lanterna;
Garrote;
Talas;
Máscara para reanimação;
Soro;
Iodopovidona;
Água Oxigenada;

A aplicabilidade do referido despacho, deveria ser extensivo a todas as viaturas particulares pois, também elas transportam crianças e não só
Mas pergunto; Quantas viaturas particulares estão providas de um extintor ou de uma simples mala de 1ºs socorros?
E quantos condutores possuem os conhecimentos básicos para os 1ºs socorros?
Não basta exigir e legislar sobre as condições materiais. Obrigar a que cada mala possua um manual de 1ºs socorros, não é suficiente.
De que me vale ter uma manual de mecânica no meu automóvel, se eu não sei qual é a diferença entre o radiador e o carburador (por acaso até sei). Há condutores que nem sabem substituir um fusível ou até mudar uma simples roda. Aplicar um tubo de Guedell é facílimo. Pode evitar a queda da língua numa vítima inanimada, evitando assim a asfixia e a morte.
Mas, de que vale ter uma dúzia de tubos de Guedell se não os souber aplicar?
Outra questão tem haver com os conhecimentos básicos de sinalização e balizamento de um acidente. A colocação do triângulo de pré-sinalização está correcta mas é na maioria das vezes insuficiente.
Já é tempo de termos uma cultura de segurança.

quinta-feira, julho 17, 2008

O Massagista Aconselha Nº3(reposição)

Esta rubrica só é possível graças a uma colaboração com o Sr. João Carlos Matos do Vale e com o seu Blog O Massagista.


AS BOMBAS


Foi com espanto e admiração que vi o velocista Ben Johnson ganhar a medalha de ouro na prova de 100 metros, num Jogos Olímpicos.
Ao ver aquela compleição física onde os músculos salientes davam para estudar a anatomo-fisiologia como se de uma escultura de Miguel Ângelo se tratasse, fiquei mudo de admiração.
Era o exemplo perfeito de um atleta. Dedicado ao desporto, forte, musculado e “imbatível” nas provas de velocidade.
Porém um controlo anti-doping, mostrou que a “divindade” tinha pés de barro. A verdade aí estava: Esteroides anabolizantes.
Nos campeonatos nacionais de futebol, existe um controlo anti-dopagem que faz análises aleatórias a atletas.
Nos distritais nada se faz, creio que por falta de meios humanos e materiais e até devido à falta dos meios financeiros, uma vez que estas análises não são baratas.
Cientes disto, alguns agentes desportivos sem escrúpulos, administram doses industriais de substâncias dopantes para obter o resultado imediato. Na maioria das vezes, sem os mínimos conhecimentos técnicos para o efeito.
Se o controlo anti-doping fosse tão rigoroso como o que é feito no ciclismo, certamente o número de atletas dopados seria bem menor e os “acidentes” mortais, muito mais reduzidos.
Em todos os clubes por onde passei, mantive activa uma ficha clínica de cada atleta, “exigindo” informação sobre todos os produtos que eles tomam. Nessa ficha coloco igualmente todos os “fármacos” que o atleta tomou durante a época. É um “cuidado” que tenho.
Quem administra esses produtos já terá parado um pouco para pensar o que o mesmo poderá causar no futuro ao atleta? Como atleta e como ser humano.

quinta-feira, julho 10, 2008

O Massagista Aconselha Nº2(reposição)

Esta rubrica só é possível graças a uma colaboração com o Sr. João Carlos Matos do Vale e com o seu Blog O Massagista.

MASSAGISTA: Despesa ou Investimento?

Desde que sou massagista (e mesmo antes) tenho lidado com todo o tipo de dirigentes desportivos. Conheci aqueles que se candidatam para servir e engrandecer a colectividade e aqueles que usam as colectividades para se auto-promoverem. Muitas vezes o dirigismo desportivo é a rampa de lançamento para outros “voos” nomeadamente na carreira política. Daí a promiscuidade entre a política e o desporto.
Deste segundo grupo de dirigentes, são de esperar cortes financeiros na área da saúde ou até a inexistência de alguém com conhecimentos nessa área. Já ouvi um dirigente a dizer que para levar água e gelo para dentro de campo, qualquer um leva. Que triste a mentalidade destes acéfalos dirigentes que desconhecem e desvalorizam o trabalho dos massagistas. Já o disse que somos o parente pobre do futebol mas, felizmente uma nova vaga de dirigentes com conhecimentos de gestão desportiva, está a mudar essas mentalidades.
O massagista acarreta uma despesa de fácil retorno. Ou seja, o massagista não é uma despesa mas sim um investimento, senão vejamos:
Ao “educar” os atletas na prevenção de lesões, reduz a probabilidade do aparecimento das mesmas fazendo com que se reduza as despesas médicas do clube;
Ao “atacar” prontamente as lesões, minora o seu agravamento, reduzindo o tempo de inactividade do atleta lesionado. Isso contribui para a redução de despesas no clube, pois não está a subsidiar um atleta que não treina;
Sendo parte integrante dos quadros técnicos, tem a preocupação de recuperar com celeridade o atleta (sem obviamente ultrapassar etapas), ao invés de algumas clínicas que quanto mais prolongado for o tratamento, maior será o seu rendimento;
Ao haver períodos de inactividade curtos dos atletas lesionados, o plantel estará à disposição da equipa técnica que assim poderá fazer o seu trabalho em melhor condições de modo a agradar ao público. Público agradado é público aumentado. Público aumentado é aumento de receita.
Ao invés, clubes que “poupam” no massagista, gastam o dobro em medicação e em reabilitação.
Recordo com orgulho o que me disse um amigo ex-presidente de um clube com quem colaborei. Esse amigo, fora meu colega de equipa enquanto jogador e era agora presidente da direcção, jogador e capitão de equipa. Quando fui contratado, deu-me luz branca para a aquisição dos medicamentos e produtos necessários dizendo-me que o meu papel era importante, quanto mais não fosse para o “educar” quanto às lesões e para o “obrigar” a respeitar o tempo de repouso necessário após as lesões.
Agora, é lógico que o preço do massagista (tal como o do treinador ou o do jogador) varia, na razão directa com a sua produção. O massagista não é um herói e não faz milagres. Há massagistas que se receberem um subsídio de 50,00 € mensais, são pagos principescamente e outros que se receberem dez vezes mais, não estão a ser bem pagos.
Há que saber separar o trigo do joio.

quinta-feira, julho 03, 2008

O Massagista Aconselha(reposição)

O Blog Futebol Distrito de Viseu inicia hoje a reposição da rubrica que vai abranger temas dentro da vertente da "Medicina Desportiva". Esta rubrica será possível graças a uma colaboração com o Sr. João Carlos Matos do Vale e com o seu Blog O Massagista.

A classe dos massagistas é simultaneamente das mais esquecidas e das mais desunidas. Salvo raras excepções, não existe a partilha de conhecimentos, agindo alguns massagistas, como um cozinheiro que guarda só para si os segredos de uma receita. Porém, o que está em causa não é servir e agradar o paladar de um qualquer turista mas, a saúde e a vida de pessoas. Digo pessoas, porque na minha opinião em primeiro lugar está a pessoa e só depois o atleta. Nunca aceitei, nem aceitarei pressões do género: “O jogador A, tem de jogar domingo.”
A última vez que um director me disse que um jogador tinha de ser recuperado para um determinado jogo eu respondi-lhe de forma seca: “Recupere-o você!”
Como numa prova de ciclismo, os atletas lesionados não devem saltar etapas. Devem recuperar gradualmente. Com o devido respeito que tenho por dirigentes e treinadores, sei que estes podem arriscar. Um dirigente pode arriscar uma subida de divisão investindo verbas exorbitantes e não o conseguir. Consequências? Insolvência, dívidas, desaparecimento do clube, etc. Um treinador pode arriscar uma táctica. Consequências? Perder um jogo, um campeonato, descer de divisão, ser demitido, etc. E, se um massagista arriscar? Pode acabar com a carreira de um atleta e ainda mais grave, pode debilitar fisicamente a pessoa como ser humano para o resto dos seus dias.
Em pleno século XXI, é tempo de reconhecerem o trabalho dos elementos do departamento médico, banindo os curiosos nesta área. É, também tempo, de nós massagistas (nomeadamente do distrito de Viseu), nos unirmos a uma só voz, para que todas as colectividades tenham nos seus quadros pelo menos um de nós.
Já agora que comentários merece a atitude da Federação Portuguesa de Futebol (ao invés da nossa Associação de Futebol de Viseu), que emite cartões de massagista a quem não possui o referido curso?

terça-feira, novembro 27, 2007

O Massagista Aconselha Nº26

A Rubrica " O Massagista Aconselha" é semanal, sendo publicada às terças feiras. Esta rubrica só é possível graças a uma colaboração com o Sr. João Carlos Matos do Vale e com o seu blog O Massagista.

Técnicas de Reabilitação – I

Termoterapia

Ao analisarmos a palavra termoterapia, observamos que a mesma é composta por duas palavras. Termo e terapia. Termo, tem a sua origem na palavra temperatura sendo óbvia a segunda. Logo, termoterapia é a terapia (cura/tratamento) com recurso à temperatura.
A termoterapia divide-se em duas áreas: Termoterapia com recurso ao calor e a termoterapia com recurso ao frio, também chamada de crioterapia. Comecemos a análise dos diferentes tipos de terapia, por esta última.

Crioterapia

Chama-se crioterapia à aplicação segmentar ou local de frio com fins terapêuticos.
As suas características vasoconstritoras, são do conhecimento do Homem, desde os primórdios da Humanidade. No entanto, foi apenas no século XX que mais e melhor se exploraram as propriedades de analgesia do frio.
A crioterapia é hoje usada tanto como terapia curativa como também como terapia preventiva no surgimento de lesões.
Hoje, já são alguns os departamentos médicos dos clubes que praticam os banhos frios em substituição dos tradicionais banhos de imersão quentes.
A aplicação do frio pode ser efectuada de diferentes formas:
a) Banhos gelados: Aconselhado como “preventor” de lesões aplicado usualmente nos membro inferiores;
b) Sacos com cubos de gelo: Para aplicação de frio sobre a forma de massagem. Ideal para uso “em campo” e nos tratamentos “caseiros”;
c) Toalhas geladas: Se molharmos uma toalha numa solução salina a 10% (100grs de sal por litro de água) e depois a colocarmos no congelador, obtemos uma toalha gelada com alguma flexibilidade, uma vez que o sal impede que esta adquira rigidez;
d) Sacos isotérmicos em gel: Especialmente aconselhados para usar em articulações. Estas são reutilizáveis;
e) Cubo de gelo: Ideal para aplicação directa em forma de massagem. Esta deve ser sempre efectuada no sentido da circulação de retorno.
f) Aerosóis que esfriam a pele: O cloreto de etilo, reduz abruptamente a temperatura corporal para valores compreendidos entre os 28º e os 30ºC. Os efeitos analgésicos destes sprays são visíveis ao fim de poucos segundos , levando a que geralmente se apelide estes sprays de “
“sprays mágicos”
O gelo tem características de analgesia (redução da dor), anti-hemorrágico (diminuição da hemorragia/derrame) e redutor de hematomas.

Contra-indicações

Pese embora o frio seja uma excelente ajuda para debelar as lesões, se calhar o meio mais eficaz para debelar a maioria das lesões, devemos ter em atenção o seguinte:
A prolongada aplicação do frio pode provocar queimaduras nomeadamente quando se aplica indevidamente o frio químico. Este, não deve ser aplicado na zona do peito e da cabeça.

terça-feira, novembro 20, 2007

O Massagista Aconselha Nº25

A Rubrica " O Massagista Aconselha" é semanal, sendo publicada às terças feiras. Esta rubrica só é possível graças a uma colaboração com o Sr. João Carlos Matos do Vale e com o seu blog O Massagista.

Luxação no ombro

Uma das lesões que pode acontecer com os jogadores de futebol é a luxação do ombro.
Esta, é causada por uma pancada no ombro, o que é frequente em desportos onde o contacto físico é permanente com é o caso do rugby, judo, futebol americano e até no próprio futebol.
Quando acontece, o atleta lesionado sente bastante dor na zona, não conseguindo mover o braço.
Em algumas situações, menos usuais felizmente, existe lesão dos tendões adjacentes à articulação do ombro.
Aqui a recuperação é bem mais demorada.

Tratamento

Há necessidade de repor a articulação no seu devido lugar, no mais curto espaço de tempo possível.
O socorrista que o fizer, deve ter a plena consciência dos seus gestos, pois uma má redução, pode levar a lesões articulares graves e inclusive à fractura de ossos.
Por vezes, até em instituições hospitalares devidamente credenciadas e com o atleta sedado, a redução é difícil.
Após a redução, deve a articulação ser protegida com uma ligadura de suporte que só deverá ser retirada 21 dias depois. Na fase posterior à retirada da dita ligadura, os movimentos do ombro devem ser retomados de forma gradual, evitando assim uma luxação recorrente.

Luxação recorrente

Estima-se em cerca de 40% o número de pessoas que após a 1ª luxação do ombro foram recorrentes na mesma lesão, o que se pode considerar como normal em atletas que pratiquem desportos de contacto.
Por norma a recolocação do ombro no seu devido lugar é simples, usando-se para tal a manobra de Kocher. Esta manobra só deve ser praticada por quem a conheça profundamente. Ao mero socorrista é apenas pedido que aplique uma ligadura de suporte e de imobilização.
Após o tratamento a uma luxação recorrente, o regresso aos treinos e à competição é por norma mais célere.
Em casos muito raros pode haver necessidade de intervenção cirúrgica o que implica uma paragem do atleta por um período não inferior a três meses.

terça-feira, novembro 13, 2007

O Massagista Aconselha Nº24

A Rubrica " O Massagista Aconselha" é semanal, sendo publicada às terças feiras. Esta rubrica só é possível graças a uma colaboração com o Sr. João Carlos Matos do Vale e com o seu blog O Massagista.

Pancadas na cara (2ª Parte)

Lábio Cortado / Língua Cortada

É uma das lesões mais comuns, em desportos onde o contacto seja uma constante. Devido à fragilidade dos tecidos dos lábios e da língua e ao facto de serem zonas profundamente irrigadas, o sangramento acontece por vezes em grande quantidade. Nestes casos (como em todos os outros) é fundamental manter a calma e o “sangue frio”.

Tratamento: Deve-se fazer de imediato a compressão manual directa, impedindo que a vítima engula o próprio sangue, proveniente da hemorragia.
A aplicação de uma simples compressa embebida em água oxigenada é por vezes suficiente para estancar a hemorragia. Se o ferimento apresentar dimensões consideravelmente maiores, deve-se proceder à evacuação hospitalar, pois pode haver necessidade de sutura. Convém observar a cavidade bocal para verificar se há ou não dentes partidos ou outros corpos estranhos encravados.

Dentes Partidos

Por vezes a violência do impacto contra a face, pode provocar dentes partidos. Nestes casos, devemos indagar se o atleta usa dentição artificial (dentadura postiça e/ou protese dentária).
Deve ser dada especial atenção para que a vítima não engula ou aspire o(s) dente(s) partidos e ainda observar atentamente a existência de ferimentos, pois é possível que uma parte do dente fracturado (ou a sua totalidade) se “enterre” na face interna da boca ou mesmo na língua. No caso do atleta usar uma prótese, esta deve ser (dentro do possível) recuperada para reconstrução ou mesmo para fornecer importantes indicações ao dentista. Caso a raiz do dente tenha sido totalmente arrancada, deve a vítima ser encaminhada com rapidez a um dentista pois ainda pode haver hipótese do dente ser reimplantado. Se houver suspeita de que o dente foi engolido, deve-se proceder à evacuação hospitalar, pois existe o perigo real de uma infecção ou outra qualquer complicação.
Como prevenção, não deve o atleta que pratica desportos onde o contacto seja frequente, usar dentição artificial. Em muitas das situações é aconselhado o uso de uma protecção dental.

Concussão / Lipotimia / Desmaio / Perda dos Sentidos

É uma das situações mais delicadas com que os Departamentos Médicos têm de lidar. Sempre que haja uma perda de sentidos o atleta deverá recorrer ao Hospital para que lhe sejam efectuados exames complementares, principalmente se tiver havido uma perda de conhecimento.
Muitas da vezes provocada por uma forte pancada na cabeça e/ou pescoço que provoca temporariamente a interrupção da actividade das células do cérebro. Em alguns dos casos, a amnésia surge, não se lembrando o atleta de como aconteceu o acidente, nem até de simples pormenores, aparentemente corriqueiros para si no dia-a-dia. Daí a importância de lhe serem colocadas perguntas aparentemente absurdas, mas cuja resposta nos poderá indiciar um episódio de perda de conhecimento. Perguntas como: Sabe que dia é hoje? O que estava a fazer há 10 minutos atrás? Como aconteceu o acidente? , são algumas das perguntas tipo. Deve-se também verificar se as pupilas reagem à luz. À falta de uma lanterna, podemos usar a mão para fazer o contraste entre a luz e a sombra.
O regresso à actividade está dependente do parecer clinico, onde factores como a gravidade e extensão da lesão, não são de descurar.
Mesmo nos casos aparentemente mais simples, o atleta deve ser vigiado e observado com atenção nas 24 horas seguintes. Visão dupla, náuseas, vómitos, desorientação e falta de equilíbrio são sintomas que nos podem indicar um traumatismo craneo-encefálico grave.
Não se deve de forma alguma, facilitar ou minimizar as consequências, devendo proceder-se de imediato à evacuação hospitalar.

terça-feira, novembro 06, 2007

O Massagista Aconselha Nº23

A Rubrica " O Massagista Aconselha" é semanal, sendo publicada às terças feiras. Esta rubrica só é possível graças a uma colaboração com o Sr. João Carlos Matos do Vale e com o seu blog O Massagista.

Pancadas na cara (1ª Parte)

A maioria dos desportistas, praticantes de desportos de contacto, não usa material de protecção individual para a zona da face. Como excepções podemos mencionar, por exemplo, casos como os guardas-redes de hóquei em patins, os jogadores de futebol americano e de hóquei no gelo.
Todos os outros, não usam uma única protecção contra agressões externas, sejam elas provocadas pela bola, pelos adversários ou até por qualquer outro objecto (por exemplo, os postes da baliza).

Olho Negro

Quantas vezes, devido a uma bolada ou a uma atitude agressiva (ou não) de um adversário, o atleta é atingido com uma cotevelada (por exemplo) no olho. Este fica inchado, podendo o derrame ser apenas externo, mas casos há onde o derrame é também interno ao olho. Se ambos os olhos ficarem inchados sem que um deles tenha sido atingido, devemos suspeitar de fractura dos ossos do nariz.

Tratamento: O tratamento mais eficaz e adequado é a crioterapia com a aplicação tópica de gelo, no mais curto espaço de tempo. Deve-se ter em atenção à presença ou não de algum ferimento aberto e/ou a existência de corpos estranhos no interior da cavidade ocular.
Outro dos cuidados a ter é indagar se o atleta/vítima usa lentes de contacto e se estas são rígidas ou não.
Não é aconselhável a aplicação de pomadas anti-hemorrágicas, pois os seus vapores podem ser prejudiciais ao olho.
Um dos tratamentos mais eficazes para os derrames nos olhos (olhos “raiados” e vermelhos) é usar uma técnica que em tempos me foi ensinada por um médico oftalmologista. Beber água fria. Leram bem, podem crer. Beber água fria. A água fria arrefece a temperatura corporal e provoca a vasoconstrição capilar. Assim o derrame é minorado e desaparece com maior celeridade.

Epitaxis / Fractura dos ossos do nariz

Por norma as hemorragias nasais, acontecem devido à ruptura dos vasos sanguíneos da mucosa do nariz. No entanto, se houver fractura dos ossos do nariz, pode haver igualmente ruptura dos vasos e assim surgir a hemorragia.

Tratamento: Deve-se “pinçar”, usando o polegar e o indicador como se de uma pinça se tratasse, inclinando a cabeça da vítima para a frente. O sangue não deve ser engolido pela vítima. De seguida, aplicar gelo sobre a superfície lesionada. No interior da narina onde ocorreu a hemorragia, pode ser colocada uma gaze dobrada em “forma de concertina” embebida em água oxigenada. O uso do algodão está contra-indicado pois os filamentos podem soltar-se e provocar uma infecção. Após algum tempo, a gaze deve ser retirada com cuidado extremo. Pode também ser usado um material esponjoso existente no mercado e com grande eficácia de seu nome comercial Spongostan. O Spongostam dental (cubo com arestas de 5mm).
Em caso de persistência da hemorragia, deve proceder-se à evacuação hospitalar.

terça-feira, outubro 30, 2007

O Massagista Aconselha Nº22

A Rubrica " O Massagista Aconselha" é semanal, sendo publicada às terças feiras. Esta rubrica só é possível graças a uma colaboração com o Sr. João Carlos Matos do Vale e com o seu blog O Massagista.

Torcicolos

Quem já teve um torcicolo, sabe o quanto doloroso é, e o quanto é limitativo para efectuar certos movimentos.
Pode aparecer das formas mais absurdas, como por exemplo durante uma noite de sono, devido a almofadas mais ou menos confortáveis ou devido a um incorrecto posicionamento do corpo, durante o sono.
Outras vezes, quando a pessoa salta desajeitadamente ou então por bruscos movimentos de torção. Os torcicolos podem surgir igualmente após uma pancada na cabeça.
Por norma, quando se tenta endireitar a cabeça, as dores tornam-se maiores e aumenta o desconforto.
De igual modo podem surgir dores, entorpecimento e formigueiro noutras partes do corpo, como por exemplo no peito, nas mãos e/ou nos braços e na própria cabeça.
Em todos os casos é aconselhável o recurso aos superiores e especializados conhecimentos de um médico.
Como primeiro socorro, é aconselhada a termoterapia, mantendo o pescoço aquecido, recorrendo a hidrocolectores ou em último recurso a um simples cachecol.
Por norma, a sintomatologia dolorosa, desaparece ao fim de 48 a 72 horas.
É aconselhada a administração (a conselho médico) de fármacos analgésicos e relaxantes musculares.
Na fase aguda da lesão, está contra-indicada a manipulação, principalmente pelo desconforto doloroso que é provocada à pessoa lesionada.
Embora a recuperação seja rápida e na sua grande maioria das vezes definitiva, a fraqueza e o entorpecimento musculares, podem permanecer por mais algum tempo.

terça-feira, outubro 23, 2007

O Massagista Aconselha Nº21

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Fracturas de fadiga ou fracturas de stress

As fracturas de fadiga ocorrem com alguma frequência devido a repetidas cargas sobre o esqueleto durante longos períodos sendo por norma precedidos de periostites.

Causas

As fracturas de fadiga podem ocorrer em corridas de longa distância (exº 10.000 metros ou maratona) devido à constante repetição de cargas normais, mas aplicadas a uma elevada frequência.
Podem ocorrer igualmente se acontecer o inverso no caso de haver uma pesada carga e se a frequência for normal (exº fazer 100 metros com uma pessoa às costas – exercício muitas vezes visto nos treinos de futebol) ou ainda, haver muita carga e uma elevada frequência (exº treinos intensivos com pesos).
Esta última situação afigura-se como a mais perigosa de todas, uma vez que para além do risco real de provocar fracturas de fadiga, podem também ser sobrecarregados outros tecidos musculo-tendinosos.
Os atletas que tenham diferentes comprimentos dos membros inferiores, estão mais predispostos para a ocorrência desta lesão.
Também os atletas que fazem mais do que 100Km de corrida por semana e os basquetebolistas estão mais predispostos.
É um tipo de lesão muito comum em jovens atletas e em mulheres com distúrbios menstruais e alimentares, bem assim como em mulheres que tomem a pílula anti-concepcional.
No que concerne à origem das fracturas de fadiga existem duas correntes que teorizam das seguintes formas:
Teoria da Fadiga – Segundo os defensores desta teoria, após muito esforço, os músculos deixam de ter a capacidade de suportar as forças, passando estas a ser directamente suportadas pelo esqueleto. Finalmente a resistência é excedida e aparece a fractura. Este tipo de acontecimento pode ser observado por todos nós ao dobrar-mos repetitivamente um clip. Ao fim de algum tempo ele vai ceder e quebrar.
Teoria da Sobrecarga – Teoriza que certos grupos musculares se contraem de tal forma que leva o osso a curvar, levando à sua fractura. No caso específico dos gémeos, ao contraírem-se leva a que a tíbia se curve. Após repetidas curvaturas surge a fractura do osso.

No entanto, desengane-se quem pensar que as fracturas de stress, só acontecem aos atletas. Estas, podem acontecer a qualquer pessoa. Porém, os atletas com treinos inadequados, estão mais sujeitos ao aparecimento de fracturas de fadiga.
 Em termos percentuais quanto à incidência de fracturas de stress, temos:
Tíbia – 44 a 50%
 Perónio – 12 a 16%
 Ossos metatársicos – 16 – 20%
 Fémur – 6 a 8%
O calcâneo, o úmero, a pélvis e as vértebras, são menos frequentemente afectadas.
Um dos locais mais complicados onde podem ocorrer fracturas de stress é no colo do fémur, pois estas lesões requerem por norma tratamento cirúrgico e uma recuperação muito demorada.
Sintomatologia
Inicialmente a dor surge só com o esforço. Após algum tempo surge também durante o repouso. Dor, hematoma e sensibilidade na zona da fractura. Em todos os casos deve-se recorrer aos exames complementares de diagnóstico, nomeadamente a ressonância magnética, os ultrasons e o Rx.

Tratamento
Manter a região lesada em repouso, por um período de duas a oito semanas, dependentes da gravidade da lesão.
Condicionamento do exercício físico em geral.
Após o período de repouso, retomar de forma gradual a actividade física.
É aconselhado o uso de muletas (canadianas) de forma a evitar a sobrecarga da região lesionada.

Prevenção

Os factores de risco devem ser analisados e eliminados de forma a prevenir e evitar o aparecimento de fracturas de fadiga.
A metodologia de treino deve ser avaliada por todos os intervenientes (atletas, técnicos e departamento médico). Deve-se dar especial atenção aos equipamentos (terreno de jogo inclusive) e ao calçado usado pelo atleta.
Nas mulheres observar cuidadosamente os distúrbios menstruais, a baixa densidade óssea e os problemas nutricionais.

terça-feira, outubro 16, 2007

O Massagista Aconselha Nº20

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Como alertar?
Sempre que o socorro ao acidente desportivo ultrapassar os conhecimentos do massagista/socorrista e/ou haja necessidade de proceder à evacuação hospitalar da vítima, o que fazer?
Tradicionalmente liga-se para o número Nacional de emergência – 112.
E, o que acontece quando ligamos o 112?
Por norma, a nossa chamada é recepcionada numa central a que se chama CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes).
Depois, o centralista tenta indagar através de perguntas sobre qual o local onde o acidente ocorreu. Aqui começam as hipóteses de um tardio e incorrecto socorro. Muitas das chamadas para o 112, são encaminhadas para Coimbra (no caso do distrito de Viseu). Indicar com precisão o local do acidente, concelho a que pertence, bombeiros mais próximos do local, são dados que nem sempre estão na “ponta da língua”, de quem faz a chamada. Há caso em que quem faz a chamada dá informações tão imprecisas que impedem um correcto desencadear da cadeia de socorro.
Ao fazermos a chamada devemos dar resposta às perguntas que nos forem colocadas.
Deve, quem fizer o telefonema indicar qual a idade e sexo da vítima, tipo de acidente que ocorreu e circunstâncias agravantes como sejam casos de fracturas expostas, paragem cardio-pulmunar, etc. A localização exacta do local onde ocorreu o acidente é fundamental. Outro dos problemas que muitos campos do nosso distrito têm, é o problema das acessibilidades. Carros mal estacionados, campos localizados junto a vias sem saída, onde as viaturas de socorro têm imensa dificuldade em inverter o sentido de marcha, etc.
É fundamental que haja entre as direcções das colectividades desportivas, as forças de segurança e os elementos pertencentes às equipas de socorro, uma correcta articulação para que em caso de emergência o socorro seja prestado com a maior celeridade e eficácia.
Por norma, levo sempre comigo uma pequena lista com os números de telefone das corporações de bombeiros (e Cruz Vermelha Portuguesa) que prestam socorro nas áreas dos campos de futebol onde a minha equipa joga.
Eis a lista:

BV Armamar 254 855 209
BV Cabanas de Viriato 232 691 129
BV Canas de Senhorim 232 673 804
BV Carregal do Sal 232 968 250
BV Castro Daire 232 319 050
BV Cinfães 255 561 567
BV Ervedosa do Douro 254 423 280
BV Lamego 254 613 864
BV Moimenta da Beira 254 582 153
BV Mortágua 231 920 122
BV Nelas 232 941 250
BV Nespereira 256 955 498
BV Oliveira de Frades 232 761 115
BV Penalva do Castelo 232 641 444
BV Penedono 254 504 120
BV Resende 254 877 122
BV Salvação Pública S.Pedro Sul 232 711 115
BV Santa Comba Dão 232 881 342
BV Santa Cruz da Trapa 232 798 115
BV São João da Pesqueira 232 484 293
BV São Pedro do Sul 232 720 110
BV Sátão 232 981 325
BV Sernancelhe 254 595 455
BV Tabuaço 254 789 108
BV Tarouca 254 677 413/412/368
BV Tondela 232 814 110
BV Tondela (Secção Lajeosa do Dão) 232 957 366
BV Vale de Besteiros 232 851 115
BV Vila Nova de Paiva 232 604 181
BV Viseu 232 181 139
BV Vouzela 232 772 412
Cruz Vermelha Portuguesa - Santar 232 949 446

Dados recolhidos do site da Portugal Telecom

terça-feira, outubro 09, 2007

O Massagista Aconselha Nº19

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Lesões ligamentares do joelho

Uma das lesões mais traumatizantes e debilitantes que podem afectar os futebolistas são as lesões nos ligamentos dos joelhos.
Estas, têm maior incidência em desportos de contacto, como é o caso do futebol, mas também no basquete e nas artes marciais. No entanto em desportos como o ski, é frequente atletas que sendo um pouco mais velhos, sofrem lesões ligamentares na articulação do joelho.
Por norma, o ligamento cruzado anterior (LCA), rompe quando ocorre a torção do joelho e é aumentado o ângulo do joelho (valgização). Esta situação ocorre na maioria das vezes quando o jogador cai sobre um pé e roda rapidamente no sentido oposto.
Em cerca de 30% das lesões do LCA, surge a instabilidade do joelho. Quando esta lesão não é tratada ou é indevidamente tratada, podem surgir lesões meniscais secundárias.
Os Departamentos Médicos dos clubes, dos escalões mais baixos do nosso futebol, não possuem na maioria dos casos, por dificuldades económicas, clínicos habilitados para o despiste e tratamento deste tipo de lesões.
Cabe em última instância aos massagistas, ter a capacidade para diagnosticar (permitam-me que utilize este termo que julgo reservado à classe médica) este tipo de lesões e reconhecer as limitações dos seus conhecimentos, encaminhando o atleta para um médico.
Em caso de suspeita de lesão do LCA, o atleta deve interromper de imediato a actividade física, nunca minimizando os efeitos da lesão. O gelo (mais uma vez) é o mais aconselhável neste tipo de situações.

terça-feira, outubro 02, 2007

O Massagista Aconselha Nº18

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LESÕES NO FUTEBOL

Ao longo dos anos, tem-se verificado que tem aumentado a preocupação e o investimento dos clubes, nos seus respectivos Departamentos Médicos.
Como diria o meu ex-professor, Dr. Joseph Wilson: “A custa do massagista, nenhuma equipa ganha jogos. Mas, por culpa do massagista essa equipa pode perder jogos.”
Esta verdade, é extensiva a todos os elementos que compõe o Departamento Médico.
As lesões, não têm um momento certo para aparecer e podem surgir onde e quando menos se espera.
Um atleta, tanto se pode lesionar dentro como fora de campo, durante os treinos, durante a competição ou ainda mesmo que esteja em repouso.
Hoje o futebol é uma das modalidades desportivas onde o risco de lesões é extremamente elevado. Estatisticamente podemos afirmar, que o futebol é a modalidade colectiva com maior percentagem de lesões durante os Jogos Olímpicos.
Um atleta lesionado implica um prejuízo (aumento de custos) para o seu clube em vários aspectos:
Custos directos
- Despesas com a medicação;
- Despesas com tratamentos;
Custos indirectos
- O clube mantêm os vencimentos/subsídios ao atleta e este não produz;
- Ao não produzir, não ajuda a gerir riqueza para o seu clube;
- Diminuição da receita, se os resultados desportivos não aparecerem.
Na nossa realidade distrital, os atletas são amadores, o que pode acarretar ainda custos para a entidade patronal do atleta.
Em termos globais, um atleta em cada ciclo de 3 anos, tem em média 6 lesões de pequena/média gravidade que podem implicar um tempo de paragem que varia entre os 3 e os 7 dias e, uma lesão de maior gravidade, implicando uma paragem de um mês ou mais.
O risco de lesões é muito maior (3,6 vezes mais) em competição do que nos treinos, já que há em média 7,9 lesões por cada mil horas de treino, valor este que sobe para 29/1000 horas em caso de competição.
Quanto mais elevada é a competição, maior é o empenho dos futebolistas (por norma), maior é a velocidade e a agressividade. Isto, leva a que a relação de lesões por hora de jogo em grandes competições seja ainda mais majorada. Segundo dados do Campeonato do Mundo de 2002, é de 81 lesões por cada 1000 horas de jogo, o que nos dá uma média de 2,7 lesões por jogo.
A origem destas lesões pode ser tão diversa como os takles (carrinhos), a corrida, o desarme, o remate, as mudanças de direcção e/ou sentido e as quedas após a impulsão.
Em termos de idade, os jovens têm maior incidência de lesões ao nível dos joelhos enquanto que nos profissionais é nas coxas que se localizam a maioria das lesões.
Entre sexos, no homem predominam as lesões na região tíbio-társica, enquanto nas mulheres é na zona do joelho.
O tipo de lesões aos comuns no futebol, são as contusões, as entorses e as roturas. Embora sejam as mais comuns, as contusões, por norma, não implicam um grande período de inactividade. A maioria das lesões ocorre quando o cansaço atinge o seu pico e o tempo para “virar o resultado” ou o inverso já escasseia.

terça-feira, setembro 25, 2007

O Massagista Aconselha Nº17

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CANELITE

Os atletas de fundo e meu fundo, podem apresentar uma sintomatologia dolorosa na canela. A esta dor que surge na parte de baixo da canela, dá-se o nome de canelite ou shin splints.
Percentualmente a canelite tem uma incidência de 10 a 15% no universo das lesões que ocorrem durante a corrida. Podemos ainda dizer que 60% das dores de pernas são causadas por uma canelite.
Esta lesão surge, devido aos constantes e repetitivos impactos que ocorrem durante a corrida, o que origina o surgimento de microruturas nessa zona.
No entanto, a responsabilidade não pode ser unicamente imputada à corrida.
Há também que indagar factores como a fraqueza muscular nos músculos das pernas, o calçado desportivo inadequado à prática desportiva e problemas de ordem anatomo-fisiológicas do atleta, como por exemplo pé supinado (em que o atleta se apoia mais na parte de fora do pé enquanto corre) ou pés pronados (o inverso do pé supinado).

Como prevenir uma canelite?

a) Logo que surgir a dor, deve o atleta comunicar ao seu Departamento Médico e se necessário recorrer a um ortopedista especialista em desporto;
b) Correcta planificação da corrida, não descurando factores como a distância, a frequência, duração, etc.
c) Exercícios de flexibilidade, resistência e força muscular e em situações pós-traumáticas recorrendo à hidroterapia e à crioterapia;
d) Uso de calçado adequado, preferencialmente os que já se encontram dotados com amortecedores de impacto e tornolezeiras.

terça-feira, setembro 18, 2007

O Massagista Aconselha Nº16

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MORTE NO ESTÁDIO

Todos nós que andamos no desporto, ficamos chocados e horrorizados com a morte de jovens atletas na flor da idade, enquanto faziam aquilo que mais gostavam de fazer: Praticar desporto.
Desportistas como Pavão, Navalho, Marc-Vivien Foé, Paulo Pinto e mais recentemente Miklos Fehér, morreram quando nada o fazia prever.
Eram atletas de alta competição, sujeitos a exames médicos rigorosíssimos, apoiados em exames complementares de diagnóstico e mesmo assim pereceram em campo.
Se descermos às divisões de base do nosso desporto (divisões distritais), o panorama só não é tragicamente ridículo, porque alguns clínicos, a quem me curvo em respeitosa homenagem, não “assinam de cruz” as fichas médicas dos atletas.
Fiquei extremamente agradado com a atitude dos responsáveis pela nossa Associação de Futebol de Viseu que desde o ano passado, promove os exames médicos aos atletas, já que os saudosos Centros de Medicina Desportiva desapareceram.
No mínimo, o atleta deveria efectuar um exame (análise) às urinas e ao sangue, efectuar um electrocardiograma e ainda uma microrradiografia. Sempre que possível, o atleta deveria fazer uma prova de esforço para que se despistassem eventuais anomalias.
Estes dados devem constar do processo individual do atleta, processo este que deverá estar em permanente actualização.
No caso específico da trágica morte de Miklos Fehér (provavelmente a morte tragicamente mais mediatizada de sempre), há que desmistificar dois dos mitos na altura criados:
1 – “Se o socorro tivesse sido efectuado com maior celeridade, o atleta não teria falecido”. É falso. Mesmo desconhecendo as causas da morte do atleta, já que apenas “sei” ter-se tratado de um problema cardíaco, sabe-se que quando o coração para (nomeadamente num ataque cardíaco fulminante), os médicos apenas podem adiar artificialmente o inevitável: A morte.
2 – “Deveriam ter usado o desfibrilhador dentro de campo”. É falso. Conhecendo minimamente o funcionamento do desfibrilhador e a condutividade eléctrica da água (lembro que estava a chover e o relvado estava cheio de água), o uso deste aparelho poderia provocar a electrocussão e até a morte a quem lhe prestava os primeiros socorros.
Em suma: Mesmo sendo jovem e desportista, mesmo tendo um acompanhamento médico de elevadíssima qualidade e competência, a morte pode surgir a qualquer momento.
Uma equipa médica apenas adia o inevitável: A morte
Do “Miki” vou, à semelhança de muitos amantes do desporto-rei, recordar o seu último sorriso.

in memorium

HUGO CUNHA, Português (25 Jun 2005): - 28 anos
O médio da União de Leiria morreu subitamente, devido a uma possível paragem cárdio-respiratória, quando jogava futebol com amigos em Montemor, Alentejo.

BRUNO BAIÃO, Português (15 Mai 2004): - 19 anos
Meia hora após o treino, o júnior do Benfica recebeu um telefonema do seu empresário Paulo Barbosa sobre o seu futuro contrato profissional com o clube e, pouco depois, sofreu uma paragem cárdio- respiratória, mas foi reanimado. Foi levado para o hospital onde veio a sofrer nova paragem e, após quatro dias em coma profundo, morreu.


MIKLOS FEHÉR, Húngaro (25 Jan 2004): - 24 anos
O avançado húngaro do Benfica sofreu uma paragem cárdio- respiratória no tempo de descontos do jogo da 19 jornada da Superliga portuguesa de futebol, frente ao Vitória de Guimarães.

PAULO PINTO, Português (03 de Março de 2002): - 27 anos
O extremo-poste do Aveiro Basket sofreu um ataque cardíaco no primeiro período de uma partida da Liga Portuguesa de Basquetebol, frente ao Benfica.

LANDU NDONBASI, Congolês (17 de Jan de 2002): - 36 anos
O futebolista congolês do Oliveira de Frades morreu por causas desconhecidas, durante um encontro da I Divisão da Associação de Futebol de Viseu, frente ao Oliveira de Douro.

PAULO SÉRGIO, Português (26 Dez 2000): - 22 anos
Paulo Sérgio sofreu uma paragem cardíaca, aos 22 anos, durante uma partida do Campeonato Distrital de futebol do Inatel de Viseu.

RUI GUIMARÃES, Angolano (06 Julho 1998): - 22 anos
O basquetebolista angolano da Portugal Telecom sofreu um problema cardíaco durante um treino.

ANGEL ALMEYDA, Espanhol (29 Julho 1997): - 25 anos
O basquetebolista espanhol da Portugal Telecom sofreu um problema cardíaco durante um treino.

NAVALHO, Português (23 Ago 1987): - 20 anos
O futebolista do Atlético sofreu um enfarte agudo do miocárdio nos minutos iniciais do jogo-treino, frente à equipa do Al-Jazir (Emirados Árabes Unidos).

"PAVÃO", Português (16 Dez 1973): - 26 anos
O médio do FC Porto sofreu uma paragem cardíaca aos 13 minutos do jogo frente ao Vitória de Setúbal, a contar para a 13 jornada do campeonato nacional da I Divisão de futebol.

terça-feira, setembro 11, 2007

O Massagista Aconselha Nº15

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AQUECIMENTO

É vulgar ouvir dizer que antes dos jogos, os massagistas devem aquecer os músculos aos atletas, antes de iniciarem o aquecimento para a competição.
Reparem no contra-senso: “Os massagistas devem aquecer os músculos (…) antes do aquecimento”.
Para se aquecer convenientemente os músculos dos membros inferiores de um atleta, são necessários no mínimo 15 minutos.
Se multiplicarmos estes 15 minutos, pelos 11 atletas (15 x 11 = 165), chegamos à conclusão de que um simples massagista, demoraria 2h45m (sem interrupções) para massajar uma equipa de futebol (só os titulares).
Depois, outra questão se colocaria. Mais de duas horas e meia após o primeiro atleta ter sido “aquecido”, como estaria ele agora?
A menos que se arranjasse maneira de termos um massagista por atleta, tal prática é impraticável.
A alternativa mais em voga é a do massagista que ilude (simula) o aquecimento do atleta, recorrendo a bálsamos de aquecimento que apenas roborizam a pele.
O aquecimento deve ser efectuado, de forma gradual e faseada, em exercícios coordenados pelo preparador físico.
No entanto, caso haja um atleta vindo de uma lesão ou em situações de temperatura demasiadamente baixas, é de toda a lógica a aplicação dos referidos bálsamos, não para um aquecimento muscular mas para um aquecimento superficial dos tecidos.
Nesta situação de jogos que decorram em ambientes com baixas temperaturas ou em situações climatéricas adversas como a chuva e até mesmo a neve, o atleta deve iniciar o seu aquecimento devidamente agasalhado e ir-se “desnudando” até ficar com o simples equipamento de jogo.
Em dias frios, é quase “obrigatória” a administração de bebidas quentes.
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