
A expectativa era grande, pois estava em causa a liderança da divisão de honra, sabendo-se que a mesma dependia do resultado de outro encontro.
Nos primeiros minutos, as duas equipas tentaram encontrar os pontos fracos do adversário, por isso as ocasiões de perigo não apareceram.
Aos 13 minutos, Paulito desmarcou-se pela esquerda e rematou forte, mas Manuel Fernandes defendeu para canto.
Aos 26 minutos, numa jogada que parecia perdida, Xinoca desmarcou-se pelo lado direito, recebeu a bola e rematou rasteiro para a baliza, inaugurando o marcador.
O Mangualde foi há procura do empate, empurrando os academistas para a sua defesa. Num lance de contra-ataque, Márcio desmarcou-se pelo miolo do terreno mas dominou mal o esférico permitindo a defesa tranquila de Manuel Fernandes.
Aos 36 minutos, num lance de insistência do Mangualde, Márcio, pelo lado esquerdo do seu ataque, arrancou um cruzamento alto para a área onde Paulo Mota apareceu sem marcação a desviar para o fundo das redes, restabelecendo a igualdade. Carlos Marques não parava de dar instruções aos seus atletas e estes corresponderam, não deixando de pressionar os academistas.
Ate ao intervalo continuou a ser a formação da casa aquela que procurou o golo, em jogadas de contra-ataque. Já em tempo de compensações, o Académico de Viseu beneficiou de dois pontapés de canto mas que não causaram perigo para o guardião Miguel Seixas.
As duas equipas chegaram ao intervalo após um primeiro período de equilíbrio, confirmado pelos dois golos, justificando o empate. Contudo, o conjunto comandado por Carlos Marques mostrou um pouco mais de intenção ofensiva, com mais perigo, tendo obtido a devida resposta por parte dos academistas mas que a defesa da formação da casa, com maior ou menor dificuldade, ia resolvendo.
A segunda parte começou bem mais mexida, mais rápida nas transições defesa ataque, mas falhava o ultimo passe e, com isso, faltavam as oportunidades de golo.
Aos 64 minutos, o Mangualde, contra-ataque, criou a primeira situação realmente perigosa. Paulito, pelo lado direito, driblou vários adversários e junto à linha de fundo tentou o remate, mas directamente para as mãos do guardião academista.
Aos 67 minutos, Filipe Figueiredo tentou a sua sorte, mas Miguel Seixas opôs-se desviando para canto.
Três minutos depois, Manuel Fernandes evitou o segundo da formação da casa, ao defender um remate acrobático de Paulo Mota, após o brilhante cruzamento de Márcio. Na resposta, Filipe Figueiredo realizou um bom trabalho individual, retirou do caminho dois adversários, entrou na área e rematou endossando o esférico á barra que lha devolveu, mas a recarga foi evitada pela defesa mangualdense.
Aos 79 minutos, Paulito, em jogada individual, tentou o remate, mas um pouco ao lado da baliza academista.
Ao minuto 80 começou a dança das substituições, quebrando um pouoco o ritmo do jogo, que até então estava bem elevado. As alterações repuseram a velocidade da partida, uma vez que os técnicos refrescaram o ataque, mas as oportunidades de golo é que não surgiam.
Ao minuto 90, Bruno Morais lançou Filipe Figueiredo no miolo do terreno, este encaminhava-se para abaliza mas Sérgio cortou no último momento, invalidando a oportunidade.
Seria em tempo de compensações que o Académico alcançaria a vitória. Ao minuto 93, Bruno Morais entrou na grande área com o esférico, Pedro tentou dominar o lance mas travou em falta o dianteiro academista. Luis Pais, próximo do lance, apontou de imediato a marca de grande penalidade, que Eduardo converteu fixando o resultado final em 1-2.

O lance da grande penalidade foi muito contestado pelos adeptos mangualdenses, treinador e jogadores incluidos, o que valeu a expulsão a Claúdio, provavelmente por palavras dirigidas ao árbitro.
O resultado final poderia muito bem ser a divisão de pontos, uma vez que ambas as formações trabalharam muito para conseguir o golo. Algumas oportunidades flagrantes surgiram durante toda a partida, divididas pelas duas equipas, traduzindo o bem disputado encontro entre lideres.
Luis Pais, o árbitro do encontro, fez uma boa arbitragem, apesar de ter sido mal auxiliado em um ou outro lance de lançamento de linha lateral, mas sem muita importância no desenrolar do jogo. Quando os jogadores cumprem a sua função dentro de campo, o trabalho do árbitro sai facilitado, o que foi o caso.
Ficha de Jogo:
Mangualde 1
- Miguel Seixas, Sérgio, Luís Carlos, Cartaxo, Faria, Pedro, Miguel Ângelo, Paulito, Cláudio, Márcio e Paulo Mota
Substituições: Márcio por Hugo (80m), Cláudio por Luís Lopes (82m)
Suplentes não utilizados: João Paulo, Ivo, João Pedro e Zé Manel
Treinador: Carlos Marques
Ac. Viseu 2
- Manuel Fernandes, Marcos, Calico, Zé Pedro, Xinoca, Santos, Álvaro, João Miguel, Eduardo, Tiago e Filipe Figueiredo
Substituições: Santos por André Barra (82m), Tiago por Bruno Morais (83m) e Álvaro por Negrete (98m)
Suplentes não utilizados: Tó Mané, Zé Teixeira, Mickael e Amarildo.
Treinador: Idalino de Almeida
Jogo no Estádio Municipal de Mangualde
Assistência: cerca de 900 pessoas
Árbitro: Luís Pais (Sátão)
Auxiliares: José Adriano e João Paulo Frias.
Marcadores: Xinoca (25m), Paulo Mota (36m) e Eduardo (95m, g.p.)
Acção Disciplinar: Cartão Amarelo para Calico (28m), Álvaro (57m), Paulito (70m), Xinoca (87m), Pedro (93m), Miguel Seixas (95m), João Miguel (98m) e Manuel Fernandes (99m)
Cartão vemelho para Cláudio (94m).
JRA (Diário Regional)
Fotos: Mangualde Online




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