terça-feira, setembro 18, 2007

O Massagista Aconselha Nº16

A Rubrica " O Massagista Aconselha" é semanal, sendo publicada às terças feiras. Esta rubrica só é possível graças a uma colaboração com o Sr. João Carlos Matos do Vale e com o seu Blog O Massagista.

MORTE NO ESTÁDIO

Todos nós que andamos no desporto, ficamos chocados e horrorizados com a morte de jovens atletas na flor da idade, enquanto faziam aquilo que mais gostavam de fazer: Praticar desporto.
Desportistas como Pavão, Navalho, Marc-Vivien Foé, Paulo Pinto e mais recentemente Miklos Fehér, morreram quando nada o fazia prever.
Eram atletas de alta competição, sujeitos a exames médicos rigorosíssimos, apoiados em exames complementares de diagnóstico e mesmo assim pereceram em campo.
Se descermos às divisões de base do nosso desporto (divisões distritais), o panorama só não é tragicamente ridículo, porque alguns clínicos, a quem me curvo em respeitosa homenagem, não “assinam de cruz” as fichas médicas dos atletas.
Fiquei extremamente agradado com a atitude dos responsáveis pela nossa Associação de Futebol de Viseu que desde o ano passado, promove os exames médicos aos atletas, já que os saudosos Centros de Medicina Desportiva desapareceram.
No mínimo, o atleta deveria efectuar um exame (análise) às urinas e ao sangue, efectuar um electrocardiograma e ainda uma microrradiografia. Sempre que possível, o atleta deveria fazer uma prova de esforço para que se despistassem eventuais anomalias.
Estes dados devem constar do processo individual do atleta, processo este que deverá estar em permanente actualização.
No caso específico da trágica morte de Miklos Fehér (provavelmente a morte tragicamente mais mediatizada de sempre), há que desmistificar dois dos mitos na altura criados:
1 – “Se o socorro tivesse sido efectuado com maior celeridade, o atleta não teria falecido”. É falso. Mesmo desconhecendo as causas da morte do atleta, já que apenas “sei” ter-se tratado de um problema cardíaco, sabe-se que quando o coração para (nomeadamente num ataque cardíaco fulminante), os médicos apenas podem adiar artificialmente o inevitável: A morte.
2 – “Deveriam ter usado o desfibrilhador dentro de campo”. É falso. Conhecendo minimamente o funcionamento do desfibrilhador e a condutividade eléctrica da água (lembro que estava a chover e o relvado estava cheio de água), o uso deste aparelho poderia provocar a electrocussão e até a morte a quem lhe prestava os primeiros socorros.
Em suma: Mesmo sendo jovem e desportista, mesmo tendo um acompanhamento médico de elevadíssima qualidade e competência, a morte pode surgir a qualquer momento.
Uma equipa médica apenas adia o inevitável: A morte
Do “Miki” vou, à semelhança de muitos amantes do desporto-rei, recordar o seu último sorriso.

in memorium

HUGO CUNHA, Português (25 Jun 2005): - 28 anos
O médio da União de Leiria morreu subitamente, devido a uma possível paragem cárdio-respiratória, quando jogava futebol com amigos em Montemor, Alentejo.

BRUNO BAIÃO, Português (15 Mai 2004): - 19 anos
Meia hora após o treino, o júnior do Benfica recebeu um telefonema do seu empresário Paulo Barbosa sobre o seu futuro contrato profissional com o clube e, pouco depois, sofreu uma paragem cárdio- respiratória, mas foi reanimado. Foi levado para o hospital onde veio a sofrer nova paragem e, após quatro dias em coma profundo, morreu.


MIKLOS FEHÉR, Húngaro (25 Jan 2004): - 24 anos
O avançado húngaro do Benfica sofreu uma paragem cárdio- respiratória no tempo de descontos do jogo da 19 jornada da Superliga portuguesa de futebol, frente ao Vitória de Guimarães.

PAULO PINTO, Português (03 de Março de 2002): - 27 anos
O extremo-poste do Aveiro Basket sofreu um ataque cardíaco no primeiro período de uma partida da Liga Portuguesa de Basquetebol, frente ao Benfica.

LANDU NDONBASI, Congolês (17 de Jan de 2002): - 36 anos
O futebolista congolês do Oliveira de Frades morreu por causas desconhecidas, durante um encontro da I Divisão da Associação de Futebol de Viseu, frente ao Oliveira de Douro.

PAULO SÉRGIO, Português (26 Dez 2000): - 22 anos
Paulo Sérgio sofreu uma paragem cardíaca, aos 22 anos, durante uma partida do Campeonato Distrital de futebol do Inatel de Viseu.

RUI GUIMARÃES, Angolano (06 Julho 1998): - 22 anos
O basquetebolista angolano da Portugal Telecom sofreu um problema cardíaco durante um treino.

ANGEL ALMEYDA, Espanhol (29 Julho 1997): - 25 anos
O basquetebolista espanhol da Portugal Telecom sofreu um problema cardíaco durante um treino.

NAVALHO, Português (23 Ago 1987): - 20 anos
O futebolista do Atlético sofreu um enfarte agudo do miocárdio nos minutos iniciais do jogo-treino, frente à equipa do Al-Jazir (Emirados Árabes Unidos).

"PAVÃO", Português (16 Dez 1973): - 26 anos
O médio do FC Porto sofreu uma paragem cardíaca aos 13 minutos do jogo frente ao Vitória de Setúbal, a contar para a 13 jornada do campeonato nacional da I Divisão de futebol.

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