Nelas e Fátima iniciaram a partida em posições opostas na tabela classificativa, bem acentuadas. Enquanto que os nelenses se debatem com a falta de pontos e por isso ocupam um dos últimos lugares na Série C, já o Fátima apresentou-se em Nelas com estatuto de líder e, diga-se, a justificar o comando, mas a ter pela frente um adversário aguerrido que ofuscou os fatimenses, pelo menos em termos de resposta em campo.
Quanto à partida, a verdade é que quem não soubesse as posições que ambas as equipas ocupavam na tabela, não tinha possibilidades de o saber pela movimentação dos jogadores. De facto, a partida foi bem disputada no início e tanto o CD de Fátima como o Nelas evoluíram com grande determinação e com futebol jogado em velocidade.
Oportunidades falhada pelo Nelas
Nenhuma das equipas conseguiu superiorizar-se, totalmente, nos primeiros quarenta e cinco minutos e, a haver um golo, sem dúvida, que ele só poderia ser para a equipa da casa, já que foi quem mais oportunidades criou, como aconteceu aos 18, 21, 37 e 38 minutos, com Gomes, Rainho e Marcelo a falharem à boca da baliza de Nené. No entanto, o conjunto de António Borges acabou por sofrer um enorme revés ao ver o árbitro expulsar Márcio Sousa por supostas palavras, contra o árbitro na altura em que tentava conquistar um canto contra o Fátima que, sinceramente, nos pareceu ter acontecido. De qualquer maneira, julgamos que a amostragem de cartão vermelho foi uma decisão demasiado castigadora, pois o jogador falou mais para si do que para quem quer que fosse. O intervalo chegou com o nulo que, pese embora ter sido o Nelas a procurar mais vezes, o golo, e a deter durante mais tempo o ascendente na partida, aceitava-se.
Estoicismo e profissionalismo
Para o reatamento, o Nelas, como é óbvio, surgiu em desvantagem numérica por expulsão de Márcio Sousa. Evidentemente que o Fátima tentou aproveitar esse desnível para atacar com mais homens. Foi nítido que o conjunto da casa deu a iniciativa de jogo ao seu adversário, preferindo defender e contra-atacar. Num livre cometido por Marcelo, Samuel converteu proporcionando uma excelente defesa a Nuno Ricardo. Percebia-se que os visitantes aguardavam o momento certo para marcar, mas isso não passava despercebido à turma de António Borges que fez sair o dianteiro Gomes para entrar Saraiva. Só que Rui Vitória respondeu com a saída do defesa Veríssimo para entrar o avançado Heldon, Jogava-se, portanto, dentro das quatro linhas mas também nos bancos.
Neste jogo, a verdade é que os locais ganharam aos visitantes, já que as entradas foram mais produtivas. Realmente, o Fátima não tirou grande proveito das substituições efectuadas, pois se foi para “massacrar”, isso não aconteceu. O conjunto da casa agigantou-se e conseguiu aguentar bem a pressão dos forasteiros e ainda teve tempo para que o árbitro lhe escamoteasse um livre perigoso e uma grande penalidade contra o Fátima, neste último caso, por rasteira dentro da grande área a Alan aos 86 minutos. E, diga-se, o milagre até aconteceu para os visitantes, quando no último lance do encontro, Ewerton, na conversão de um livre, atirou à barra da baliza de Nené. Era um prémio merecido para tanto estoicismo e profissionalismo dos nelenses. Arbitragem em plano negativo a prejudicar, nitidamente, o Nelas.
Ficha de Jogo:
Nelas 0
Nuno Ricardo; João Mendes, Gomes, Rainho, Hernâni, Márcio Sousa, Vouzela, Inácio, Ewerton, Marcelo e Bruno
Substituições: Gomes por Saraiva (55’), Rainho por Alan (70’) e Hernâni por Hugo (81’)
Suplentes não utilizados: Cobra
Treinador: António Borges
D. Fátima 0
Nené; Vasco Varão, André Santos, Miguel Xavier, Luís Paez, Nivaldo, Veríssimo, Bruno Matias, Samuel, João Fonseca e Índio
Substituições: Veríssimo por Heldon (57), Bruno Matias por Osvaldo (68’) e Nivaldo por Miguel Neves (78’)
Suplentes não utilizados: Hugo Pinheiro, Serginho, Jorge Neves e Duarte
Treinador: Rui Vitória
Jogo no Estádio Municipal de Nelas, em Nelas
Assistência: Cerca de 200 pessoas
Árbitro: Carlos Oliveira (Aveiro)
Auxiliares: Pedro Ribeiro e Filipe Santos
Resultado ao intervalo:
Marcadores:
Acção disciplinar: Cartões amarelos para: Veríssimo (40’), Alan (82’), Bruno (84), Luís Paez (90+2), João Fonseca (90+3). Cartão vermelho para: Márcio Sousa (44’).
Silvino Cardoso
In VFM
Quanto à partida, a verdade é que quem não soubesse as posições que ambas as equipas ocupavam na tabela, não tinha possibilidades de o saber pela movimentação dos jogadores. De facto, a partida foi bem disputada no início e tanto o CD de Fátima como o Nelas evoluíram com grande determinação e com futebol jogado em velocidade.
Oportunidades falhada pelo Nelas
Nenhuma das equipas conseguiu superiorizar-se, totalmente, nos primeiros quarenta e cinco minutos e, a haver um golo, sem dúvida, que ele só poderia ser para a equipa da casa, já que foi quem mais oportunidades criou, como aconteceu aos 18, 21, 37 e 38 minutos, com Gomes, Rainho e Marcelo a falharem à boca da baliza de Nené. No entanto, o conjunto de António Borges acabou por sofrer um enorme revés ao ver o árbitro expulsar Márcio Sousa por supostas palavras, contra o árbitro na altura em que tentava conquistar um canto contra o Fátima que, sinceramente, nos pareceu ter acontecido. De qualquer maneira, julgamos que a amostragem de cartão vermelho foi uma decisão demasiado castigadora, pois o jogador falou mais para si do que para quem quer que fosse. O intervalo chegou com o nulo que, pese embora ter sido o Nelas a procurar mais vezes, o golo, e a deter durante mais tempo o ascendente na partida, aceitava-se.
Estoicismo e profissionalismo
Para o reatamento, o Nelas, como é óbvio, surgiu em desvantagem numérica por expulsão de Márcio Sousa. Evidentemente que o Fátima tentou aproveitar esse desnível para atacar com mais homens. Foi nítido que o conjunto da casa deu a iniciativa de jogo ao seu adversário, preferindo defender e contra-atacar. Num livre cometido por Marcelo, Samuel converteu proporcionando uma excelente defesa a Nuno Ricardo. Percebia-se que os visitantes aguardavam o momento certo para marcar, mas isso não passava despercebido à turma de António Borges que fez sair o dianteiro Gomes para entrar Saraiva. Só que Rui Vitória respondeu com a saída do defesa Veríssimo para entrar o avançado Heldon, Jogava-se, portanto, dentro das quatro linhas mas também nos bancos.
Neste jogo, a verdade é que os locais ganharam aos visitantes, já que as entradas foram mais produtivas. Realmente, o Fátima não tirou grande proveito das substituições efectuadas, pois se foi para “massacrar”, isso não aconteceu. O conjunto da casa agigantou-se e conseguiu aguentar bem a pressão dos forasteiros e ainda teve tempo para que o árbitro lhe escamoteasse um livre perigoso e uma grande penalidade contra o Fátima, neste último caso, por rasteira dentro da grande área a Alan aos 86 minutos. E, diga-se, o milagre até aconteceu para os visitantes, quando no último lance do encontro, Ewerton, na conversão de um livre, atirou à barra da baliza de Nené. Era um prémio merecido para tanto estoicismo e profissionalismo dos nelenses. Arbitragem em plano negativo a prejudicar, nitidamente, o Nelas.
Ficha de Jogo:
Nelas 0
Nuno Ricardo; João Mendes, Gomes, Rainho, Hernâni, Márcio Sousa, Vouzela, Inácio, Ewerton, Marcelo e Bruno
Substituições: Gomes por Saraiva (55’), Rainho por Alan (70’) e Hernâni por Hugo (81’)
Suplentes não utilizados: Cobra
Treinador: António Borges
D. Fátima 0
Nené; Vasco Varão, André Santos, Miguel Xavier, Luís Paez, Nivaldo, Veríssimo, Bruno Matias, Samuel, João Fonseca e Índio
Substituições: Veríssimo por Heldon (57), Bruno Matias por Osvaldo (68’) e Nivaldo por Miguel Neves (78’)
Suplentes não utilizados: Hugo Pinheiro, Serginho, Jorge Neves e Duarte
Treinador: Rui Vitória
Jogo no Estádio Municipal de Nelas, em Nelas
Assistência: Cerca de 200 pessoas
Árbitro: Carlos Oliveira (Aveiro)
Auxiliares: Pedro Ribeiro e Filipe Santos
Resultado ao intervalo:
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Acção disciplinar: Cartões amarelos para: Veríssimo (40’), Alan (82’), Bruno (84), Luís Paez (90+2), João Fonseca (90+3). Cartão vermelho para: Márcio Sousa (44’).
Silvino Cardoso
In VFM




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