domingo, fevereiro 28, 2010

1ª Norte: Arguedeira 4-1 Nespereira

O Nespereira F.C. deslocou-se à Tarouca para defrontar o Arguedeira, no Complexo Municipal, no dia 28 de Fevereiro.
Ainda se sentindo algumas réstias da Tempestade Cíntia, que assolou Portugal Continental, a chuva e o vento forte se faziam sentir, além do frio.
André Pinho, que continua a não poder contar com Sérgio Silva, Sérgio Duarte, Carlitos e Bruno Daniel, elaborou o seu “onze” com: Jorge Ramalho; Rui Teles (Pedro Cardoso), Vilarinho, Nuno Cardoso, Márcio; Diogo, Vítor Andrade, Marcelo; Pepe(Ruizito), Paulo Sérgio(David), Miguel Vieira.
Após o jogo em Nespereira, que foi bastante polémica, e que terminou com a derrota de 4-3, da parte do Arguedeira, o jogo era encarado com certa expectativa, por ambas as partes.
No inicio do jogo, aquando do alinhamento, das equipas, comportamento algo hilariante por parte do nº 7, no momento dos cumprimentos, em que o mesmo passa por todos os jogadores do Nespereira e não cumprimenta ninguém, demonstrando bem o seu instinto “animal”… ou talvez tenha visto a situação do Wayne Bridge e de John Terry, e quis imitar… mas com a equipa toda do Nespereira?
O jogo começou muito nervoso, com o Arguedeira, a pressionar, mas com o primeiro remate do jogo a pertencer ao Nespereira, aos 5’, através de Miguel Vieira, que se estreou a titular, a rematar de meia distância por cima da barra.
O Arguedeira demonstrou muitos nervos e pouca vontade de jogar futebol, com muitas entradas duras por parte dos jogadores da casa, que pareciam mais preocupados com as pernas dos adversários, do que propriamente com a bola. O Nespereira viu-se empurrado autenticamente na sua defesa, com o Arguedeira a fazer aparecer 4 homens no ataque, com uma falta de Márcio, em que o Arguedeira, aos 18’, de livre, descaído para a direita, com Tiago a rematar tenso, e com a bola a sair ligeiramente ao lado do poste de Jorge Ramalho.
O Nespereira, logo respondeu, e no minuto seguinte, Paulo Sérgio faz uma excelente abertura para Miguel Vieira, que se desmarcou muito bem, e quase sem ângulo, faz um cruzamento, em que quase sem querer marca, mas com o guarda-redes do Arguedeira a defender para canto.
Aos 23’, vem a surpresa do jogo, num lançamento do lado esquerdo, Márcio, mesmo colado à linha lateral, remata de longe, de pé direito, para um grande golo, em que a bola se aloja, mesmo no ângulo da baliza do Arguedeira, fazendo assim o 0-1.
O Arguedeira apertou com força e aproveitou os espaços, principalmente no lado esquerdo da defesa nespereirense, e beneficiou de um livre, resultante de uma falta cometida por Márcio, mesmo no limite, quase sendo grande penalidade.
Do livre, nasce uma jogada muito bem estudada do Arguedeira, em que o avançado da casa, remata, mas com Jorge Ramalho a evitar o golo, defendendo para canto.
Aos 27’, numa jogada pelo meio, o Arguedeira consegue isolar um avançado, e só, perante o guarda-redes nespereirense, este chuta para uma boa defesa de Jorge para canto.
A partir daqui começou a actuação cómica do árbitro Carlos Duarte, em que, no pontapé de canto, o nº 10 do Arguedeira faz falta sobre Jorge Ramalho, dentro da pequena área, com o árbitro a não assinalar nada, e a sobrar para o nº 11, que rematou para o empate, aos 28’.
Aos 33’, o Arguedeira tenta novamente rematar, e após vários ressaltos, a bola sobra para o nº 16, que remata para uma defesa enorme de Jorge Ramalho, desviando para a barra da baliza, e depois segurando.
O Nespereira parecia ter conseguido encaixar defensivamente a táctica do Arguedeira, e estava resistindo ao jogo violento e anti-futebolistico do Arguedeira, que tentava irritar de todas as formas e feitios os jogadores, treinador e dirigentes do Nespereira, entre jogadas duras, pisar os jogadores nos chãos, insultos, entre mais coisas inusitadas, em que um árbitro cego veria mais que este árbitro e seus assistentes, que fizeram vista grossa a todos estes episódios.
E finalmente o Arguedeira, conseguiu chegar ao 2-1, através de um belo remate, em que Nuno Cardoso, estava tapando a visão a Jorge Ramalho, e não permitiu a este o tempo de reacção, para evitar o golo, aos 49’(!), da primeira parte, sem o árbitro ter mostrado os minutos de descontos para a primeira parte, dando no total, 6’ de descontos.
Após a segunda parte, o Arguedeira entrou novamente com tudo, e num minuto provoca arrepios na defesa do Nespereira, com dois remates em que Jorge Ramalho, se opôs a ambos.
Com o Nespereira muito mal fisicamente, e não conseguindo fazer uma transição de defesa-ataque segura, o Arguedeira lá ia controlando o meio-campo, e assim fazendo o seu jogo sem pisar muito no acelerador.
Aos 64’, uma excelente jogada do Arguedeira na direita, com um cruzamento quase perfeito, que quase resultava em golo.
E aos 68’, o nº 16 do Arguedeira isola-se, e perante Jorge Ramalho, remata, com Jorge ainda a tocar, mas a não conseguir evitar o 3-1.
O Nespereira só conseguiu desenhar um ataque, aos 74’, quando num livre descaído na esquerda, Nuno Cardoso bate o livre, o guarda-redes da casa defende apertado, sobrando a bola para Ruizito que remata às malhas laterais da baliza arguedeirense.
Dois minutos depois, aos 76’, o Arguedeira atacou pelo lado esquerdo, com o nº 20 deles a cruzar rasteiro, surgindo um avançado que remata contra Jorge Ramalho, depois surge novo jogador que, com a mão(!!!) empurra a bola contra o poste, e sendo um defesa do Nespereira a meter sem querer a bola lá dentro, sendo assim o 4-1. Surgiram muitas reclamações por parte dos jogadores do Nespereira, que discordavam da validade do golo, mas com Carlos Duarte a ser irredutível.
O Nespereira cabisbaixo, lá tentou jogar, e apenas rematou através de David, que substituíra Paulo Sérgio, mas com o guarda-redes a evitar o golo.
O Arguedeira ainda beneficiou de uma boa oportunidade através de Daniel Teixeira, que num canto, surgiu e sozinho, perante Jorge Ramalho, cabeceou para baixo, mas com a bola a sair por cima da barra da baliza.
Final do jogo, derrota conformada, arbitragem desastrada, apenas me questionando como é possível este Carlos Duarte ainda arbitrar jogos da AF Viseu, sendo um nítido exemplo de desastre… ele e os seus assistentes, que não marcavam nada contra a equipa da casa, apenas marcando após o 3-1. É incrível!
Alguns jogadores do Arguedeira tiveram comportamentos muito maus, para quem é jogador de futebol! Não vou referir nomes, pois nem são dignos de nomes, os “simplesmente” nº 6, 7, 9 e 16, que penso eu, não queriam jogar futebol, mas sim praticar wrestling! Futebol é para pessoas, não para animais!
Não metendo tudo no mesmo saco, pois nem todos são iguais, o Arguedeira também teve jogadores com muito fair-play, e tem alguns jogadores que sabem muito bem jogar a bola, sublinhando-se mais, como é o caso de Tiago Mendonça, que fez a cabeça da defesa e o meio-campo do Nespereira, em água.

A FIGURA- Nuno Cardoso
Foi um autêntico esteio contra a frente de ataque do Arguedeira, sempre com muita raça, a evitar por diversas vezes, uma calamidade para a equipa nespereirense.
Com muita cabeça, postura guerreira e sendo talvez o mais consciente em campo, nada podia fazer contra uma arbitragem horripilante.

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