quinta-feira, novembro 11, 2010

Divisão Honra: Nelas 0 V. Benfica 2


“Vitória justíssima!”

SPORT LISBOA E NELAS
David (GR), Carlitos, Márcio, Zé António, Marco, Erbi, Danilo, Tiago, Miguel, Bruno e João Martins.
Substituições:
Afonso por camisola 25, aos 78 minutos.
Disciplina:
Cartão amarelo a camisola 10 (22’), camisola 9 (41‘), camisola 25 (47‘), camisola 20 (66‘), camisola 10 (84‘) e camisola 23 (90‘).
Vermelho por acumulação de amarelos: camisola 10 (84’)
Treinador:
Filipe Governo

SPORT VISEU E BENFICA
Mazu (GR), Rogério, Nando (João Soares ao intervalo), Hugo (Joaozito 88’), David, Miguel, Luis Paulo © (Massinhas 61’), Paulo Mota, Nuno, Rodrigo e Tiago Mota.
Jogadores não utilizados:
João (GR) e Jonatas.
Disciplina:
Cartão amarelo a Nando (40’).
Vermelho directo a Tiago Mota (23’).
Treinador: Rui Manuel.

Arbitro:
Carlos Silva, auxiliado por Sérgio Vieira e João Santos, de Castro Daire.

Estádio Municipal de Nelas – Nelas
Cerca de 150 espectadores

Tempo:
Sol
Golos:
Luís Paulo (18’) 0-1 e David (42’) 0-2.

Um jogo de futebol entre equipas com muitas assimetrias era o que se esperava para este jogo. Se por um lado, o Viseu e Benfica esta a ter um inicio de campeonato de sonho, o Nelas está a viver um dos piores pesadelos da sua existência.
Não era de estranhar que no jogo jogado, os forasteiros dominassem o meio campo e gerissem o jogo a seu belo prazer. Embora esforçados, os “miúdos” do Nelas não tinham argumentos para a experiencia colectiva do Viseu e Benfica.
Assim, ao minuto 18 nasceu o primeiro golo da tarde, que já vinha a justificar. Canto da direita, e fugindo à marcação casual que lhe era feita, o capitão Luís Paulo cabeceou sem oposição para o fundo da baliza da casa. David, o guardião caseiro, poderia ser logo rotulado com qualquer expressão que qualificasse o seu fracasso perante o cabeceamento de Luís Paulo. Mas eu, pretendo dar um elogio à audaz e exigente função que lhe foi pedida, ser guarda-redes titular, poucos minutos antes do jogo começar, e pelo que soube no campo, o “miúdo nunca jogou à baliza”.
Perante todos estes factos, esperava-se um avolumar no resultado a favor dos forasteiros, mas ao minuto 23, após uma entrada fora do tempo do jogador Tiago Mota, o árbitro mostrou-lhe o vermelho directo, ficando reduzidos a 10 jogadores. Mesmo assim, era o Viseu e Benfica que mandava no jogo.
O Nelas teve a sua grande oportunidade ao minuto 33, quando o “camisola” 69 fez uma diagonal da esquerda para o inicio de área e rematou à trave da baliza de Mazu, que até aquela altura tinha sido um mero espectador da partida. Pela entrega que os “miúdos” tinham no jogo, mereciam o golo, mas não era justo de todo.
Ao minuto 42 foi a vez de David marcar no jogo e descansar Rui Manuel. De novo canto, do mesmo lado do primeiro golo, e desta feita ao segundo poste David cabeceia com sorte para o fundo da baliza do “grande” David.
Era inteiramente justo o resultado ao intervalo, apesar de ter jogado com dez homens na segunda metade da primeira parte.

Na segunda parte, esperava-se um conter de esforços dos forasteiros, que face à sua experiencia conseguiam dominar o jogo. Assim foi, mas onde falta experiencia existe muita garra, própria da juventude. Nunca baixaram os braços e lutaram o que puderam
Sempre a controlar o jogo, o Viseu e Benfica ia levando a água ao seu moinho, mas Mazu teve uma segunda parte mais trabalhosa. Ao minuto 57, o defesa “camisola” 3 foi ao ataque e de longe disparou um bom remate, a que Mazu teve que se aplicar a fundo para defender.
Ao minuto 80 aconteceu a segunda expulsão do jogo, mas desta vez para os da casa. Uma “picardia” que vinha acontecendo durante a segunda parte entre João Soares e o “camisola” 10, resultou numa falta para o segundo cartão amarelo e consequente expulsão.
Mesmo assim, o Nelas nesta altura estava afoito e causava problemas à linha defensiva viseense, mas ao cair do pano da partida, João soares teve nos pés a oportunidade para carimbar o terceiro golo da tarde, mas rematou por cima da trave, quando estava no coração da pequena área.
Apito final no jogo com um resultado justíssimo e uma grande salva de palmas dos adeptos de Nelas que ao verem a entrega dos “miúdos” no jogo, pouco importou o resultado.
Uma pequena nota pessoal. Qualquer “jornalista” ou “repórter” que se apresente em qualquer estádio, por muito que goste de futebol, está em trabalho. Aconteceram vários “mal entendidos” com directores do Nelas que levaram dificuldades acrescidas ao meu trabalho, pois não gosto de utilizar o termo “camisolas” para identificar pessoas, por exemplo.

Rui Ferreira Almeida
In Site da Rádio Lafões

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