terça-feira, novembro 16, 2010

Taça Sócios de Méritos: Nespereira 3-2 Campia


No dia 14 de Novembro de 2010, o Nespereira recebeu o CD Campia, do concelho de Vouzela, para disputar mais uma eliminatória, nesta 2ª eliminatória, que dava acesso aos oitavos-de-final da Taça.
Sem poder contar com alguns elementos, devido a lesões e castigos, como foram o caso de Bruno Teixeira e Jorginho (lesionados), e de, Branco e Hélder (castigados), José Alves fez “rodar” alguns dos elementos menos utilizados nesta época, como foi o caso de Carneiro, que logo na sua primeira convocatória, foi chamado a titular, e de Pepe, que apesar de ter entrado regularmente, nos jogos do campeonato, foi titular.
O “onze” apresentado pelo treinador nespereirense, foi : Paulo Fernandes; Cadinha, Diogo Batista, Vilarinho, Nuno Cardoso; Mexicano, Pepe, Sérgio Silva; Sandro (Vítor Andrade, aos 85’), Carneiro(Pedro Vilarinho, ao int.), Lino (Sérgio Duarte, aos 90’).
Referência para o regresso a Nespereira de uma “estrela” que brilhou em Nespereira, na altura, em que este, disputava a antiga 1ª Divisão (agora Divisão de Honra), e que muitos golos e alegrias deu a Nespereira, e que agora se encontra a jogar no Campia, após muitos anos em Oliveira de Frades. O seu nome é Paulo Moura.
O jogo começou com uma nítida vontade do Nespereira, de pegar no jogo, e aos 2’, Pepe no meio campo desmarca Sandro na esquerda, que quase consegue passar pelo guardião campiense, mas não o conseguindo bater.
Aos 8’, o Campia beneficia de um pontapé de canto, no lado direito, surgindo Claudimir, no segundo poste, cabeceando a figura de Paulo Fernandes, que faz uma defesa segura.
Aos 10’, Pepe desmarca Lino, ficando isolado, perante Cunha, mas a saída do guarda-redes visitante evita o primeiro golo.
Aos 18’, Cadinha, no lado direito, desmarca Lino, que se encontrava na frente, com este recebendo de costas, passando pelo defesa do Campia, e rematando devagar, rasteiro, mas bem colocado, fazendo assim o 1-0.
Dois minutos depois, motivados pelo golo, o Nespereira tentou buscar o segundo golo, e Lino, através de mais uma desmarcação de Pepe, remata ao lado.
Aos 35’, o Nespereira beneficia de um pontapé de canto, batido por Cadinha, que no seu cruzamento, viu Sandro, aparecer no 2º poste e cabecear ao lado.
A partir daqui, o Campia parecia melhorar a sua dinâmica, e começou a ser mais atrevido! Tanto que, aos 37’, João Pereira consegue se desmarcar, num contra-ataque, rematando à figura de Paulo Fernandes, e com Nuno Cardoso a aliviar, evitando a recarga da equipa visitante.
No mesmo minuto, acontece um dos lances, em que o árbitro é o protagonista… num lance em que, o Campia tentava contra-atacar, o auxiliar levanta a bandeirola, assinalando um fora-de-jogo da equipa visitante, mas o árbitro faz sinalética para este baixar a bandeira, continuando o lance, e resultando no golo do empate do Campia, causando a indignação da parte do banco, que contestou muito a validade do golo; e dos adeptos, resultando numa expulsão do banco, por parte do treinador nespereirense, José Alves.
Até ao intervalo, o Nespereira esteve um pouco “perdido” aguardando pelo inicio da 2ª parte.
No inicio da segunda parte, José Alves, fez a sua primeira substituição, tirando Carneiro, e pondo em jogo, Pedro Vilarinho.
E assim, logo aos 47’, Pepe dá o mote para o arranque da pressão nespereirense, com um lance nascido de um mau alívio da defesa do Campia, em que, este não teve cerimónias e rematou ao lado da baliza de Cunha.
Aos 48’, Cadinha beneficia de mais um livre na direita, cruzando tenso, surgindo Sérgio Silva que cabeceou ao lado.
Mexicano, aos 52’, descaído na esquerda, remata rasteiro para defesa de Cunha, que ainda teve reflexos para evitar a intervenção de Sandro.
Aos 55’, mais um lance polémico… grande jogada de Sandroque remata para defesa do guardião campiense, e com Cadinha, a rematar na recarga, mas a bola acaba por bater na mão de um defesa, e o árbitro não vê.
O Nespereira mostrava-se mais pressionante, mas mesmo assim, o Campia defendia muito bem.
Aos 57’, Diogo Batista tem uma grande jogada individual, entrando na grande área, e passa para Sérgio Silva, que remata ao lado!
Aos 60’, o Campia lançou o seu primeiro alerta de perigo, através de um contra-ataque, em que o avançado visitante, passa por Diogo Batista, mas rematando ao lado.
Neste período de “jogo cá-jogo lá”, o Nespereira, aos 62’, tem mais outra oportunidade através de Cadinha, que cruza, num canto, surgindo Pepe no primeiro poste, não acerta, sobrando depois para Lino, que quase nem acreditando na facilidade, rematou devagar, com o guarda-redes a defender.
Depois, na sequência do lance, existe uma falta cometida, do lado esquerdo do Nespereira, perto da linha de golo do Campia, enquanto todos os jogadores do Nespereira recuperavam as suas posições, a falta é marcada perto da linha do meio-campo, iniciando assim um perigoso contra-ataque do Campia, que culminou num autêntico “balde de água fria” no “Isidro Semblano”, com o Campia a marcar o 1-2.
Mas, o Nespereira não baixou os braços, e logo de seguida, numa jogada iniciada entre Diogo Batista e Lino, este consegue desmarcar o seu colega, que entrando na grande área, rematou, sem dar hipótese ao guarda-redes visitante, marcando assim o golo do empate!
A partir daqui, o Campia pareceu ser resignado e não deu mais sinais de luta, tendo sido o Nespereira, a única equipa a atacar daqui para a frente.
E aos 75’, de longe Sérgio Silva, remata alto, a bola bate na barra, sem o guarda-redes conseguir defender, e com a bola à sua mercê, Pedro Vilarinho confirmou, um golo, que o árbitro auxiliar afirma ter sido de Sérgio Silva, pois diz que a bola já teria ultrapassado a linha de golo, quando bateu na barra, fazendo assim o 3-2.
Aos 83’, Sandro desmarca Pedro Vilarinho, na direita, que choca com o guarda-redes, a bola sobrou para Lino, mas com o defesa visitante a cortar.
Por duas ocasiões, quase no final, Pedro Vilarinho poderia ter marcado, mas faltou-lhe a sorte.
No final, resultado justo e histórico, para o Nespereira, que consegue atingir pela primeira vez na sua História, os oitavos-de-final da Taça Sócios de Mérito.
Uma arbitragem muito polémica do árbitro Carlos Rodrigues, que, acredita-se, não terá feito por mal, as suas decisões, mas poderiam ter prejudicado no espectáculo e no resultado…mas mesmo assim, muito mal, para um árbitro de categoria do Quadro de Honra!
Entretanto, nos outros resultados, Ac. Fornelos também consegue um resultado histórico, ganhando 8-3 ao Vila Chã de Sá, e passando aos oitavos de final da Taça. Algumas surpresas também aqui na Taça, com a eliminação dos primodivisionários como o Tarouquense (que foi eliminado pelo Mortagua, por 1-0), Molelos (que foi eliminado pelo Vale de Açores, por 2-1) e Silgueiros (que foi goleado pelo Castro Daire, por 4-0).


A FIGURA- Lino
Merece a “Figura de Jogo”… apesar da antipatia e cepticismo que a massa associativa nespereirense nutre pelo “veterano” jogador, que transferiu-se do Estrela de Guifões, para o Nespereira, este foi preponderante na táctica do treinador nespereirense, tendo contribuído com um golo e uma assistência para golo, durante o jogo.
Foi muito importante a sua contribuição em campo, para o desenrolar da vitória.

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