segunda-feira, abril 02, 2007

Divisão de Honra: Lusitano 0 Sampedrense 0

O jogo nos Trambelos era demasiado importante para se perderem pontos. Demasiado importante para se falharem oportunidades de golo. Demasiado importante para se falhar penalty’s e demasiado importante para no fim se encontrarem desculpas. O Lusitano não conseguiu vencer a Sampedrense, apesar do domínio que deteve durante largos períodos de tempo, e o ponto conquistado no final foi claramente insuficiente para evitar a descida até ao último lugar da tabela.
O Lusitano entrou melhor no jogo, gozando da estranha apatia da equipa de Lafões, e começou desde cedo a assustar Viegas, o guardião da Sampedrense. Logo aos 2 minutos, Miguel Cruz lançou o aviso, com um remate colocado a passar perto da base do poste esquerdo da baliza contrária. Pouco depois, à passagem do minuto 10, o pequenino Machado esticou-se ao 2º poste para rematar com perigo, mas Viegas em voo fez o impossível, ao defender com classe.
O Lusitano ia dominando e aos 26 minutos foi a vez de Cajó colocar em sentido o guardião forasteiro, obrigando este a defesa apertada a dois tempos. A apatia da Sampedrense em termos ofensivos só foi debelada com um erro do central da casa, Madeira, que ao não executar convenientemente um corte, deixou nas suas costas completamente isolado o avançado Assaná, que perante Luís não foi capaz de marcar, atirando ao lado do poste.
Ao intervalo, um ligeiro sabor de injustiça, pois adequava-se largamente a vantagem para os da casa.
A segunda parte foi bem mais repartida, com a Sampedrense a trazer um “gostinho especial” para o jogo. A entrada de Moreira aos 58 minutos também ajudou, e o Lusitano começou a provar do mesmo “veneno” na sua grande área, onde Luís se mostrava, contudo, seguríssimo.
Costa fez as honras da UDS no ataque, logo a começar a 2ª parte, visando por duas vezes a baliza de Luís, mas sem sucesso. No lado contrário, Brito apareceu por duas ocasiões sozinho na área, e se à primeira ultrapassou Viegas e não conseguiu finalizar para golo, à segunda rematou à figura do guarda-redes. Mas as melhores oportunidades até então foram criadas pela Sampedrense, que ao minuto 71 fez “congelar” os adeptos do Lusitano. Após perdida de Cajó no meio-campo de ataque, Chalana conduziu o contra-ataque rápido pela esquerda, cruzou ao segundo poste para Moreira, este rematou de primeira sem deixa o esférico cair no chão, mas quando já toda a gente previa o golo apareceu Luís a evitar a “tragédia lusitana”. Um minuto a seguir quase caía o dilúvio nos Trambelos, com Assaná por duas vezes a levar muito perigo à baliza do Lusitano. Na primeira vaga rematou para grande defesa de Luís, e na recarga rematou fora do alcance do guarda-redes da casa, levando a bola o autêntico selo de golo, mas Madeira, em cima da linha, evitou o pior.
Após esse período de “massacre” da UDS, o Lusitano esticou-se novamente no relvado, e aos 87 minutos, Zé António sofreu falta na área. Penalty? O árbitro da Guarda não teve dúvidas em assinalá-lo. A ansiedade, pressão, e responsabilidade recaía sobre os homens da casa. A necessidade do golo para dar os três pontos era enorme. O escolhido foi Miguel Cruz… O experiente extremo do Lusitano até conseguiu enganar Viegas, mas, ao mesmo tempo que se gritava golo nas bancadas, a bola passava ao lado do poste…
A desilusão foi geral e o jogo não acabou sem antes Esteves ser expulso por acumulação de amarelos.
O jogo fechou em branco para ambos os lados, com o Lusitano a lamentar-se pelas oportunidades perdidas e a evocar as desculpas do costume, falta de sorte (azar), alguma inoperância, etc. Numa altura destas, as desculpas estão gastas, desde a primeira volta o Lusitano vem caindo na tabela, e o resultado está à vista. Já a Sampedrense saiu satisfeita por mais um ponto na metade cimeira da tabela.
A arbitragem foi óptima, embora a postura de Luís Brás deixasse muito a desejar, com um estilo molengão, preguiçoso até, e desinteressado. Contudo, a sua actuação em campo, quando chamado a intervir, foi excelente, e é isso que importa.

Ficha de Jogo:

Lusitano 0
- Luís, Machado, Salgueiral, Madeira, Esteves, Jorge, Brito, Agostinho, Miguel Cruz, Cajó e Fredy.
Substituições: Machado por Zé António (66’) e Fredy por Nuno (66’).
Suplentes não utilizados: Rafael, Routar, Hugo Lucas, Neco e Juan.
Treinador: Joca.

Sampedrense 0
- Viegas, Baixote, Lau, Gouveia, Márcio, João Heitor, Costa, Ninja, Assaná, Cordeiro e Chalana.
Substituições: Ninja por Moreira (58’), Lau por Luís (75’) e Assaná por Rocha (90’).
Suplentes não utilizados: André, Joel, Hugo e Jorge.
Treinador: Chalana.

Jogo no Estádio dos Trambelos, em Viseu
Assistência: 222 espectadores
Árbitro: Luís Brás (CA Guarda)
Auxiliares: Marco Pinto e Sérgio Marques.
Resultado ao Intervalo: 0-0.
Acção Disciplinar: Cartão Amarelo para Esteves (60’ e 88’), Lau (60’) e Costa (80’). Cartão Vermelho por acumulação para Esteves (88’).

Vitor Ramos (Vis Fut Magazine)

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