segunda-feira, abril 02, 2007

Divisão de Honra: V. Benfica 2 Tarouquense 1

O dia das mentiras ficou marcado por uma tarde solarenga, ainda que as nuvens ameaçassem largar uns pingos. A intranquilidade da última posição marcava a partida para o lado do Viseu e Benfica, mas que contava com outros elementos a seu favor. O facto de jogar em casa diante de um adversário desfalcado de alguns elementos que, habitualmente, faziam parte da equipa titular. Começou melhor a formação forasteira, mais pressionante, contudo foi dos homens da casa a primeira grande situação de golo. Aos 6 minutos, Luís Paulo aproveitou uma bola perdida no miolo do terreno, e partiu para o ataque isolado. Entrou na grande área e apenas com o guardião Márcio pela frente falhou o primeiro da sua equipa, pois “inventou” e rematou por cima da barra. João Valente não ganhou para o susto. Aos 12 minutos, foi forçado a fazer a primeira alteração. Saiu Adriano, lesionado após choque com Zé Pedro, e entrou Luís. Situação que deu origem ao primeiro sururu na partida mas que Luís Caetano, com autoridade, resolveu rapidamente. Aos poucos o confronto ficou dividido, com ambas as defesas a resolverem os intentos atacantes. Aos 33 minutos, José Chaves mexeu na equipa, também após uma lesão, substituindo Zé Pedro por Nando. Aos 45 minutos, a defesa da casa falhou o corte que permitiu a Jorge seguir isolado para a área mas João saiu dos seus postes e travou em falta o dianteiro tarouquense. De imediato Luís Caetano apontou a marca de grande penalidade, que Ferraz converteu, e advertiu João pela falta cometida. Pareceu-nos que o cartão vermelho seria o mais indicado para mostrar ao guardião. Sem o merecerem, os forasteiros saíram para intervalo em vantagem, uma vez que o golo sofrido ficou a dever-se á falha do Viseu e Benfica. No reatar da partida, o conjunto da casa entrou melhor, tal como se previa e era sua obrigação. Coquinho, aos 48 minutos, tentou o remate de longe, mas este saiu ao lado. Aos 53 minutos, Jorge tentou a sua sorte, ao rematar de fora da área, mas o esférico também saiu ao lado. Dois minutos volvidos, Ferraz marcou um pontapé de canto, no lado esquerdo, a bola sobrevoou toda a área e Abílio surgiu ao segundo poste, mas desviou mal enviando a bola para as nuvens. No minuto seguinte, o Viseu e Benfica chegou ao empate. Pedro Rocha foi chamado a converter um livre, no lado esquerdo, endossando a bola para o coração da área. Nenhum jogador chegou ao esférico que bateu á frente do guardião Márcio e este acabou por deixar entrar, ficando mal na fotografia. A partida começou a endurecer e as ocasiões de perigo também aumentaram. Aos 62 minutos, Pedro Rocha não foi lesto suficiente para, frente a frente com Márcio, fazer o chapéu e facturar. Aos 68 minutos, Pedro Rocha recebeu um passe de um companheiro mas foi travado em falta por Valério, dentro da grande área, e Luís Caetano voltou a assinalar a marca de grande penalidade, que Coquinho converteu, colocando a sua equipa em vantagem. Se João Valente já não estava contente, menos ficou pouco depois, uma vez que Valério viu a segunda cartolina amarela e a consequente expulsão, colocando a sua equipa a jogar com menos uma unidade. Galvanizados pela vantagem, numérica e no marcador, os jogadores do conjunto da casa cresciam a olhos vistos, construindo várias situações de perigo, mas sem conseguir converter em golos a sua superioridade. A equipa forasteira ia defendendo e foi forçada a subir no terreno há prucura do golo, mas abrindo caminho para os contra-ataques do Viseu e Benfica. Ao minuto 80, Pedro Rocha voltou a falhar o golo quando estava frente ao guardião Márcio. O Viseu e Benfica era a melhor equipa em campo mas desperdiçava golos. Ao minuto 86, Pedro Rocha voltou a não dar o melhor seguimento ao esférico e falhou, novamente, o golo. No minuto 89, Coquinho deixou o coração dos adeptos viseenses aos saltos, pois ganhou posição ao defesa adversário, isolou-se diante do guardião e, á saída deste, tocou a bola para a frente, em demasia, mas, em esforço, ainda conseguiu ir junto a linha de fundo e cruzar para um colega mas Valério salvou junto á linha de golo. Já em tempo de descontos, foi Márcio quem negou o golo a Zé Alfredo, numa situação de vantagem numérica por parte dos viseenses. Luis caetano esteve num plano regular, pese embora o facto de ter, na nossa opinião, deixado por mostrar a cartolina vermelha ao guardião viseense e ter sido alvo de muitas criticas por parte da equipa do Tarouquense.

Ficha de Jogo:

Viseu e Benfica 2
- João, Zé Pedro, Ângelo, Albuquerque, Serafim, Nuno, Márcio, Zé Alfredo, Luís Paulo, Coquinho e Pedro Rocha.
Substituições: Zé Pedro por Nando (33m), Luís Paulo por Toipa (56m) e Pedro Rocha por Cristophe (86m)
Suplentes não utilizados: Chambel, Paulito, Oliveira e Diogo
Treinador: José Chaves

Tarouquense 1
- Márcio, Valério, João, Abílio, Zé Manel, Monteiro, Ferraz, Morais, Jorge, Adriano e Gil.
Substituições: Adriano por Luís (12m), Gil por Henrique (60m) e Jorge por Carlitos (75m) Suplente não utilizado: Marco.
Treinador: João Valente

Jogo no Estádio 1º de Maio, em Fontelo (Viseu)
Assistência: cerca de 120 pessoas
Árbitro: Luís Caetano
Auxiliares: Almiro Almeida e João Gomes
4º Árbitro: Rui Peixoto
Marcadores: Ferraz (47m, g.p.), Pedro Rocha (55m), Coquinho (68m, g.p.)
Acção Disciplinar: Cartão Amarelo para João (45m), Jorge (60m), Zé Manel (65 e 72 m), Valério (68 m), Abílio (81m), Ferraz (84m) e Carlitos (93m) Cartão Vermelho para Zé Manel (72m).

JRA (Diário Regional)
Vis Fut Magazine

0 comentários:

Futebol Distrito de Viseu © 2008. Design by :Futebol Viseu Sponsored by: Futebol Viseu